A Abolição do Trabalho e a Revolução Lúdica :: Bob Black

18/07/2007 · Imprima este artigo

Todos nós somos escravos. Escravos do tempo, da religião, da família, dos amigos e principalmente do trabalho. Dedicamos toda nossa vida ao emprego e isso cria uma constante situação de stress e alienação.

Desde pequenos somos criados para servir a algo ou alguém. Somos condicionados através de constantes afirmações ao longo da vida que devemos servir à Deus, à família e ao patrão pois temos responsabilidades. E cabe os piores castigos aos que não seguem este padrão.

Sou constantemente discriminado por declarar que não acredito em Deus. Não posso ser considerado Ateu porque não duvido da existência do divino, eu simplesmente não acredito que religião seja algo que deva fazer parte da minha vida. Entenda que eu não acredito ou desacredito, eu simplesmente não dou importância ao fato. É um assunto que não cabe em minha vida como tantos outros, como futebol por exemplo.

Posso parecer radical mas Bob Black, um advogado e anarquista estadunidense, é muito mais que eu. Ele acredita que o trabalho não deva fazer parte de nossa vida. Segundo ele:

Nunca ninguém deveria trabalhar.

O trabalho é a gênese de grande parte da miséria do mundo, é causa de muito do mal que acontece. Somos obrigados a viver sob o seu desígnio. Para acabar com o sofrimento, temos que parar de trabalhar.

É um pensamento muito interessante pois vai contra todas as correntes de pensamento em vigorque priorizam, acima de tudo, o trabalho.

A tradução de seu livro A Abolição do Trabalho pode ser lida no site Erva Daninha. Leitura obrigatória e libertária. Há também um vídeo na internet ilustrando a idéia. São ilustrações de Packard Jennings e fragmentos do livro de Bob. Veja:

Technorati Tags: Trabalho, Revolução, Anarquia, Bob Black

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Comentários

Um Comentário para “A Abolição do Trabalho e a Revolução Lúdica :: Bob Black”

  1. Denis on Julho 18th, 2007 16:20

    Penso que Deus ou o cenceito de Deus não tem muito a ver com nossos erros e acertos, mas concordo quando você cita a religião como repressora e alienadora que distorce os preceitos espirituais para fins políticos. Alias, vejo que meu livro “Buda” bateu com sua visão “Sidarta Gautama”, hehehe. Vejo a servidão à Deus não como escravidão à sua vontade, mas um caminho natural para a evolução pessoal e humana. O cuidado está aí - desconfie quando alguém indicar um caminho que beneficia alguém (ou algo) - as respostas estão dentro de nós e não em prédios - o caminho do meio.

    Gostei da visão desse cara, revolução lúdica.

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