A pancada literária dos Santos Vagabundos
4/12/2006 · Imprima este artigo

Nos anos 40, quando o rock não passava de um espermatozóide no saco do blues e do bop, um bando de jovens vagabundos intelectuais que devoravam Dostoievski, Nietzsche e Jesus, fumavam locomotivas de maconha, bebiam diques de todo tipo de destilados e fermentados sob a penumbra da esfumaçada noite nova-iorquina, jogaram uma bomba atômica literária no pensamento conservador que regia os bons costumes do estilo de vida americano: O Movimento BEAT.
A turma contava com o poeta maldito Allen Ginsberg (autor de “Uivo“), William Burroughs (autor de “O Almoço Nu“) e outros que nunca escreveram sequer uma linha, mas foram fundamentais para a fertilidade criativa do grupo como Neal Cassidy.
Porém, o maior Ãcone da geração beat, certamente, foi Jack Kerouac, autor da bÃblia de sua prole “On The Road“.
Na história, os jovens Sal Paradise e Dean Moriarty partem de Nova Jersey em direção à costa Oeste dos Estados Unidos com pouco dinheiro e muita disposição para enfrentar brigas, bebedeiras, caronas, mulheres, fome e muito jazz, que aliás é a influência na forma de narrativa alucinada criada por Kerouac, a cadência do bop. Além disso, “On The Road” é uma autobiografia camuflada de Kerouak.
On The Road e toda a produção da geração beat foi o impulso inicial para uma revolução cultural que resultou no surgimento do Rock, o movimento Hippie (odiado por Kerouak), a Pop Art e até mesmo o Movimento Punk nos anos 70.
Kerouac morreu na Florida em 1969, de uma hemorragia provocada pelo excesso de álcool.












Minha mochila está pronta! Vamos?
Todas as pessoas deveriam fazer uma viagem assim, enfim… percorrer milhares de quilometros ajudaram kerouak a ser o senhor de si mesmo. A morte pode ser o preço da liberdade total, mas existem pessoas que pagam com prazer. On the road é um ótimo livro para entrar no mundo beat.