As Mascaras Sociais
Depois que deixei meu ultimo emprego – por não suportar mais a pressão - não consigo deixar de ver a vida como um jogo no qual sou um péssimo jogador. Me desiludi com a dança dos egos e a ambição descontrolada que envolve a “vida social sadia”.
Fui criado de outra forma por pessoas humildes, mas reais e este é o fator principal que me fez um jogador tão ruim. Eu não jogo.
Meus mestres me ensinaram que a vida deveria ser como uma poesia. Intensa, bela, as vezes sem sentido, mas que te levaria a algum lugar.
Me sinto despreparado para voltar à realidade de um mercado de trabalho frio e sem nenhuma poesia. Fico imaginando como o mundo seria se as pessoas tivessem um pouco de poesia em si. Preciso deixar claro que a poesia que aqui me refiro não está na forma de frases com métricas e mensagem, mas a poesia como um estado de espírito. Um homem que trabalha trazendo da alma um senso lírico para um mundo melhor, mesmo que nele o capitalismo esteja incluso.
Um diretor que traz rosquinhas para seus funcionários; Um gerente gentil com a copeira; uma secretária que não fala mal de seus companheiros para “ganhar pontos” com o patrão; uma empresa que preza pelos funcionários e pelo planeta da mesma forma que preza pelo seu lucro. Isso não soa como poesia aos seus ouvidos?
Eu gostaria de ver, um único dia pelo menos, as pessoas sem suas máscaras sociais. A vida não seria um teatro sangrento e irracional, com instintos primários disfarçados em sorrisos falsos com dentes prontos para destroçar as presas como eu, um não-ator do baile de mascaras, um não jogador social.



olá meu querido, aqui é a naná. Estou visitando o Bravus depois de ouvir tanto a respeito dele ontem à noite. Estou gostando bastante, e também já me cadastrei no caroneiros, dica tua. Veremos.
Quanto à crônica, concordo com quase tudo. É que eu não acho que "a vida deveria ser como uma poesia. Intensa, bela, as vezes sem sentido, mas que te levaria a algum lugar." Acho que as vidas e os caminhos são todos iguais num único aspecto: não levam a lugar algum. A diferença, pra mim, é o quanto se curte o trajeto, pouco ou bastante. E é aí que tá a poesia.
Vamos nos falar pra fazer um jogo, que eu gostei do site e acho que tem tudo a ver.
um beijo