Ativismo :: Liberdade ao povo de Mianmar

Todos os dias é igual, desligamos nossa consciência e ligamos um piloto automático. Comigo não é diferente, apesar de lutar contra a hipnose coletiva a que somos submetidos, chego todos os dias à minha confortável mesa em um confortável edifício na Vila Olímpia para defender um salário no fim do mês.

Mas eis que o Bravus colaborador Thomas Sorgiacomo me tira do meu sonho encantado onde tudo é perfeito e confortável para me apresentar a dura realidade, e dessa vez ele pegou pesado.

Quando li as primeiras linhas da notícia, pensei se tratar de uma brincadeira absurda, tão surreal se mostrava seu conteúdo. Talvez mais uma traquinagem do Cocadaboa? Não, não... o caso é real e muito sério, está acontecendo neste momento e parece que as pessoas não querem que você saiba.

Por isso não vamos ficar parados e apresentar o que está acontecendo em um lugar que você provavelmente nunca ouviu falar: Mianmar, onde o governo repressor tem mantido o povo refém de ações sujas e absurdas. Veja alguns trechos da matéria publicada pelo G1:

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) transformou um colégio nos arredores de Yangun em um centro de detenção para os mais de mil detidos, entre elas 800 monges budistas, por terem participado das manifestações antigovernamentais.

Além do reforço da segurança, houve cortes nas conexões com o exterior do serviço telefônico, a suspensão dos serviços de internet para impedir que se informe ao exterior sobre a dura repressão contra as mobilizações antigovernamentais

Pelo menos quinze pessoas morreram, segundo a agência de notícias “Efe”, entre elas monges budistas e dois estrangeiros, cerca de cem ficaram feridas e mais de mil foram detidas pelos corpos de segurança desde quarta-feira, quando começou a dura repressão das manifestações após a proibição das reuniões públicas.

O Ministério da Defesa birmanês, através de seu departamento de guerra cibernética, reforçou o seu controle na internet, bloqueando servidores, atacando com vírus blogs de dissidentes e usando agentes para buscar na rede internautas opositores ao regime, segundo testemunhas.

Antes do início da rebelião dos monges, as ligações telefônicas ao exterior nos hotéis de Yangun e outras grandes cidades já eram interceptadas, e quando uma pessoa navegava na internet tinha que entregar a um oficial militar uma cópia da mensagem.

Leia a notícia completa no G1

Não fique omisso frente a repressores, manifeste-se de alguma forma, mesmo que escrevendo sobre isso em seu blog.

O Bravus acredita em um futuro livre.

Comentários

Um Comentário para “Ativismo :: Liberdade ao povo de Mianmar”

  1. Rodrigo on setembro 28th, 2007 15:37

    Ontem a CNN mostrou imagens chocantes desta situação caótica: pessoas sendo alvejadas durante os protestos.

Tem algo a dizer?