Celebridades brasileiras

7/05/2008 · Imprima este artigo

Ligo a TV e vejo notícias envolvendo as celebridades de semana (que não serão as mesmas da semana que vem), encéfalas em sua maioria, artificialmente produzidas tentando parecer cool, de tão superficiais, não enganam nem minha filha de nove anos.

Perguntam para o Ronaldinho - que foi pego com o travesti recentemente – se o fato marcará sua carreira. Ele diz que sim, possivelmente para sempre. A jornalista sorri ironicamente e diz que é só ele “fazer um golzinho que o povo esquece”.

Desligo a televisão. Não consigo ver as celebridades, beldades, gostosas e modelos brasileiros sem me revoltar. As vezes perguntam para uma atriz global qual a solução dos problemas sociais do Brasil. PERFEITO! Com tanta gente que realmente tem o que dizer e não tem espaço na mídia para fazê-lo, as emissoras abrem um espaço valioso para que uma gostosa desprovida de massa encefálica disserte sobre assuntos para uma massa hipnotizada.

Daí mostram as celebridades imediatas ou a imprensa urubuzenta buscando notícias nas desgraças alheias. Na mais atual atrocidade explorada da pelas lentes da mídia, vemos populares desocupados em frente a delegacia esperando sua chance para xingar, gritar e aparecer, vale tudo para se tornar uma das celebridades brasileiras.

Escrevo neste blog na tentativa de diminuir esses atos inpensados, motivados pela ignorância coletiva que apenas se reforça na imagem do próximo. As vezes me revolto quando percebo que eu próprio sou produto dessa alienação massiva. As vezes tenho vontade de chacoalhar as pessoas, chamando-as para suas reais capacidades e necessidades; outras vezes tenho vontade de metralhar a população anta.

Mas tudo bem, longe de me julgar superior a qualquer pessoa - minhas intenções são das melhores para com a humanidade, sociedade e com o mundo em que vivemos. Lembro-me apenas de minha professora ainda no colégio, que disse que temos que nos espalhar como uma doença no senso comum, divulgando nossas idéias como um vírus mortal à mediocridade para assim, tornar possível que alguns “doentes” façam a diferença para um mundo melhor.

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