Discos de Vinil

30/06/2008 · Imprima este artigo

Hoje, os discos de vinil são objeto de culto por uma legião alternativa e fanática que mantém ativo um pequeno mercado paralelo e sebos. Mas mesmo com o CD, tecnologia sonora tida como superior, como pode o vinil sobreviver?

A coisa está no ritual, na vertente retro, no trabalho gráfico e na própria sonoridade.
Discos de Vinil possuem a questão lado A/lado B que o CD atropelou e o mp3 nem passa perto. Ligar o aparelho, escolher um álbum e colocar a agulha no sulco, quando o lado finalizado, mudar para o lado B ou escolher a faixa a ser tocada. Tudo isso faz parte do ritual de ouvir um álbum, não escolher um arquivo para ouvir. A música, no vinil, é sagrada.

Os maiores clássicos foram concebidos para nascer em Vinil, Morrison Hotel do Doors, Sgt. Peppers dos Beatles, Jazz do Queen, Led Zeppelin III… todos possuem um trabalho gráfico primoroso que se perdem no encarte do CD e nem são mencionados em arquivos mp3. É importante saber que um álbum em vinil não se caracteriza apenas pela música.

Todo o trabalho que envolve um álbum leva em consideração o trabalho gráfico da capa e do encarte, a história e conceito do álbum, o assunto, a influência do período político. Tudo constrói uma base de enredo para a coleção de canções que formam o álbum.

Por incrível que pareça, a sonoridade do disco de vinil é um dos fatores que atraem compradores a sebos e movimentam um mercado de vendas e trocas na internet. O som grave e riscado do disco de vinil não é tido como inferior, mas como característicos e até atraentes. O vinil preserva determinados sons que o CD pasteuriza. Quem conheceu o timbre da guitarra Fender de Jimi Hendrix em vinil, não suporta ouvi-lo em CD. Fãs de Vinil também costumam defender o “calor” do vinil contra a frieza do CD.

Infelizmente, hoje só é possível encontrar Discos de Vinil em lugares como Sebos e feiras de antiguidades como na Benedito Calixto. A última fábrica de vinil do Brasil, a Polysom, fechou suas portas recentemente por não suportar o peso dos tempos e o fim do sonho… mas será que acabou mesmo?

Veja abaixo um vídeo sobre a produção de um disco de vinil feito dentro da Polysom.

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