Dreads :: Paz no Cabelo

30/07/2008 · Imprima este artigo

Neste mês, o Bravus terá um conteúdo mais direcionado para a cultura rastafári: sua música, sua espiritualidade e, por que não, seu visual, afinal a imagem é o que geralmente causa o primeiro impacto e, nada causa mais impacto do que os chamados DREADS.

A origem dos DreadLocks, caracterizados como tranças em bolos cilíndricos de cabelo que se parecem com cordas pendendo do topo da cabeça sob o corpo, é tão antiga que se torna impossível datar corretamente quando começaram a ser utilizados.

Dread

Tudo o que se sabe é que os povos que habitavam a região da Índia foram provavelmente os primeiros a utilizar os dreads, principalmente por uma questão de praticidade, pois os cabelos tornavam-se longos e era extremamente difícil cortá-los, então, deixavam que se enrolassem e com o óleo natural do couro cabeludo torciam os cabelos para que conservassem uma forma cilíndrica, que diminuía o volume e tamanho do cabelo original.

Mas os dreads ganharam o mundo com o chamado movimento rastafari. Os Rastafaris não cortam ou penteam os cabelos, pois assim está escrito na Bíblia em Levítico 19: 27 e é utilizado também como forma de protesto contra a Babilônia (o Sistema) e a imposição de um padrão de beleza.

Como fazer um dread?

A forma tradicional de fazer o dread é meio complicada e exige muita dedicação e paciência, mas o resultado é perfeito e não há como se obter de maneiras alternativas.
Primeiro é recomendado que o seu cabelo seja crespo, típico do negro africano. Outros tipos de cabelos dificilmente manterão a forma.

O processo é simples: não lave o cabelo com shampoo ou qualquer outro produto que possa alisar os cabelos e a medida que ele crescer, vá enrolando o cabelo com a palma das mãos formando os dreads.

É necessário ter cuidado e sempre estar separando os dreads. Lave-os apenas com água do mar e sabão azul.

Outras formas de fazer um dread…

Com cera
Este é seguramente o mais utilizado nos dias de hoje, funciona com qualquer tipo de cabelo. É necessário que o cabelo já tenha um certo comprimento, em torno de 10cm, mas recomenda-se mais. O processo consiste em dividir o cabelo em setores de cerca de 2cm, e pentear cada setor da ponta para a raíz com um pente de ferro visando embolar os cabelos. Depois de embolados todos os dreads aplica-se cera de abelha para fixa-los. Uma manutenção freqüente torna-se necessária para que os cabelos não soltem, que consiste em aplicar cera periodicamente e enrola-los com a palma da mão.

Com agulha

Este processo é muito dolorido, mas resulta em dreads mais compactos e limpos. Divide-se o cabelo e penteia-se da ponta à raiz, como no processo com cera. Daí “costura-se” o cabelo com uma agulha de crochê. Algumas pessoas depois disso ainda aplicam a cera. Uma manutenção frequente é muito recomendada, que consiste em re-costurar os cabelos com a agulha quando soltam alguns fios e enrola-los com a palma das mãos.

O que define o resultado dos processos porém é a manutenção. Costuma-se dizer que os dreads ficam bons quando “travam”, ou seja, quando não é mais possível solta-los. É recomendado lavar os cabelos regularmente com shampoo sem resíduos ou sabonete de coco, e depois seca-los muito bem com secador e ao sol. Deve-se atentar para o mau cheiro, que indica a presença de fungos. O comprimento costuma reduzir 20% em cabelos encaracolados depois de aplicados os dreads. A redução é bem maior em cabelos lisos.

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