Encontro Nacional de Revistas Culturais Independentes
31/10/2008 · Imprima este artigo
Longe das bancas de jornais e dos olhos do grande público, floresce uma produção editorial rica e plural. São as revistas culturais independentes.
Há centenas delas realizadas em todos os cantos do país. Tratam de literatura, cinema, música, teatro, dança, artes visuais, arquitetura – ou de cultura e arte, de modo geral - contando em muitos casos com a colaboração fecunda de outras disciplinas, como filosofia, urbanismo, psicanálise, sociologia, antropologia. São criadas e mantidas por coletivos de editores, artistas e críticos que não se movem necessariamente pelo interesse mercantil, mas pelo desejo por vezes de ampliar o alcance da produção cultural que se propõem acompanhar, discuti-la, criticá-la ou tão-somente divulgá-la.
Em muitos casos, surgem nas universidades ou pro iniciativas de universitários. E, por estarem na universidade, não obrigatoriamente se tornam visíveis e alcançam como gostariam o público a que se destinam.
Algumas existem há décadas; outras duram o tempo de um número. Muitas usam o papel como suporte; inúmeras ações se desenvolvem no ambiente virtual.
O Encontro Nacional de Revistas Culturais Independentes, que ocorrerá na unidade da Avenida Paulista, pretende dar um arranque para um diálogo manifesto entre algumas dessas iniciativas e entre elas e o próprio poder público, tendo por finalidade analisar a pertinência dessa vasta produção, levantar e debater os problemas materiais comuns com os quais ela tem de se haver e refletir sobre políticas para sua manutenção e estímulo.
Além de estabelecer o debate, que durará três dias – de 5 a 7 de novembro, o encontro entre editores de revistas historicamente importantes, editores independentes atuais, críticos e gestores culturais tem dois objetivos específicos.
Nele, será apresentada a primeira etapa de um amplo levantamento sobre as revistas independentes: quantas e quais são, onde estão localizadas, de que tratam, há quanto tempo existem e com que periodicidade? Quando concluído, o trabalho, que se tornará disponível na internet, dará mais visibilidade a esse universo parcialmente oculto pela sua dispersão, o que certamente possibilitará maior intervenção, intercâmbio e conseqüentemente parcerias e debates.
Produzidas quase sempre de forma amadora – em ambos os sentidos do termo –, mas expressão e veículo de parte da cultura brasileira, as revistas independentes precisam e merecem apoio público. O seminário quer identificar os obstáculos que prejudicam seu êxito: custos gráficos, distribuição, visibilidade. A partir do diálogo com os editores e por meio do programa Cultura & Pensamento, o Ministério da Cultura pretende lançar um programa de estímulo à manutenção, multiplicação e difusão desse segmento.
A inscrição deve ser feita pessoalmente na Central de Atendimento. Para efetuar a inscrição apresentar o ingresso.(R$10,00/R$5,00/R$2,50).
Para ter mais informações sober palestras e tudo mais, acesse o site do SESC SP
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Concordo totalmente com o que está escrito aí no post.Esses assuntos devem ser mais divulgados,principalmente assuntos ligados a filosofia,para que as pessoas sejam mais criticas em relação a temas como política por exemplo.EM RESUMO:ÓTIMO POST