Espírito Lomo - As peripécias fotolísticas de Marquinhos
29/05/2008 · Imprima este artigo
Combinei com uns amigos de aproveitar o domingão para bater umas fotos. Brasília por ser uma cidade programada oferece paisagens únicas para fotografia, mas as melhores fotos saem dos lugares não planejados, os esquecidos, os transformados, os proibidos.
Encontrei com a galera e decidimos ir para perto da Rodoferroviária para fotografar uns vagões enferrujados e esquecidos no meio do mato. Chegando perto do local escolido, todos começaram a desencapar suas câmeras digitas e suas lentes telecópicas, mas eu senti que a foto não estava ali, mas sim, perto dos vagões. Disse aos meus amigos que iria para perto dos vagões tirar umas fotos, que ali não tinha graça, mas eles não concordaram. Falaram que era área militar, que era longe, que isso que aquilo, até minha patroa, que estava junto, não queria que eu fosse, disse que estava meio velho para aquele tipo de malabarismo, mas eu não dei ouvidos.
Peguei a minha Lomo, pulei a certa de dois metros e meio de altura, cai parecendo uma jaca, porque sei fotografar e não fazer rolamento, andei no mato, na lama, fiquei cheio de carrapixo, mas enfim cheguei ao meu objetivo. Chegando aos vagões dei de cara com uma coisa inesperada, ali estavam famílias inteiras, pais, filhos, cachorros, varais, panelas, bêbados, dejetos e tudo mais o que você não espera encontrar em um vagão no meio do nada. A surpresa foi mais inspiradora ainda, tirei mil fotos, gastei rolos, mas o resultado foi recompensador, as minhas fotos, além de únicas, ficaram as melhores. Todos os meus amigos tirando as mesmas fotos, só variando o ângulo e eu com o diferente na mão. Tudo bem que eu estou com pernas, costas e braços doendo, mas o que vale é a foto, pura, em sua essência. E isso eu só pude fazer com uma LC-A me acompanhando.
Tudo bem que eu não deixei a máquina cair, não por não confiar na resistência dela, é porque sempre dá um dó arriscar uma máquina destas. Esse foi o meu momento Lomo.
Uma história de Marquinhos relatada por Martini.
Você pode acompanhar as peripécias fotolísticas de Marquinhos no flickr Bravusman.












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