HELL - Paris 75016

Antes de ganhar o mundo, HELL se tornou um best seller e escandalizou a sociedade francesa por revelar o exacerbado culto à valores considerados fúteis nos dias atuais. O romance semi-biográfico de Lolita Pille foca o cotidiano e o estilo de vida da personagem principal que empresta seu nome ao título e de seu círculo de amigos, jovens burgueses detentores de sobrenomes tradicionais e herdeiros de grandes fortunas.

A significância dada à beleza exterior, grifes de luxo e consumismo desvairado misturado ao individualismo narcisista regado a álcool, sexo, e drogas tem seus encantos, assim como toda estória que traz em seu pano de fundo os prazeres carnais. Mas é no vazio existencial de uma vida sem aspirações pautada no aqui e agora que a autora leva o leitor – que estiver disposto – a pensar. Afinal Pille expõe suas angústias valendo-se da liberdade provida da literatura e escreve num ritmo convulsivo, como para espantar seus demônios, ainda que por algumas vezes seja repetitivo.

Entre as muitas críticas que se estendem além da obra e atingem a própria Lolita penso que a autora assume as rédeas da própria vida e depois de HELL passa a encarar as dificuldades de frente, porque é preciso um mínimo de talento para transformar suas experiências num romance prodígio de vendas. Coragem para fazer novos inimigos. E personalidade para lidar com o julgamento de milhares de pessoas sobre como viver a própria vida.

HELL é ótima pedida para aqueles que procuram entretenimento em uma leitura que contém características de um verão tropical: rápida, quente e de amores que não sobem a serra. Mas também é uma opção para os leitores que “estão sozinhos e foram feridos no coração por espinhos superficiais”.

Livro: HELL
Autor: Lolita Pille
Editora: Intrínseca
Onde Encontrar? Nas melhores livrarias, bibliotecas públicas e também na sua facul ou escola. Se não tiver solicite-o ao responsável.

Comentários

2 Comentários para “HELL - Paris 75016”

  1. Haddammann on maio 25th, 2009 15:00

    Como Separar Um Empecilho da Mente

    (Toque de quem se importa ... Se você tivesse passado da infância à extensos dias de sua vida adulta a lidar com empecilhos terríveis provenientes de trairagem, perseguição, ingratidão, calúnia, mentiras deslavadas, violência, usurpação, etc; saberia que esse toque é essencialmente útil)

    Uma coisa que prejudica muito uma pessoa é o que interfere DENTRO de sua mente.
    O que fere a mente de uma pessoa vem de sentimentos QUE NOS CONTRARIAM profundamente.
    Os ferimentos que adotamos em nossos pensamentos podem afetar-nos de tal maneira que podem tirar toda chance para nossa felicidade.

    Toda a constituição corporal do Ser Sapiens sapiens Faber Psi (por ter se tornado consciência) faz dele um ser psíquico. Um ser psíquico pode tornar um pensamento em EMPECILHO que prejudica a mente e sua vida.

    Instalando-se um empecilho na mente é difícil tirá-lo. Um empecilho na mente é aquilo que alguém de modo algum quer ter (nela). Os empecilhos vêm com o que encontramos durante a vida; alguns deles são terríveis. Ficam nos machucando, machucando, sempre nos machucando.

    Há uma maneira eficiente de se escapar deles. É uma técnica de se sanar deles; de terminar com a contrariedade deles. E resume-se em fazer desaparecer a contrariedade que está neles.

    Essa técnica tem restrições: ela é válida para traumas, mágoas, e dores psicológicas lancinantes. Mas não é aplicável a experiências que, mesmo dolorosas, serviram para nos fortalecer. Só nós mesmos pessoalmente sabemos a dose certa, nossa, de cada um.

    Pra começar, é imprescindível saber que ...
    Há um fato que nos importa muito. Não há vida para a mentalidade consciente sem POESIA.
    A poesia faz com que uma caverna seja adornada do incógnito, que provoca um calor estimulante.
    A poesia faz uma entrada não ser uma mera via, mas um prazer.
    A poesia faz algo machucar e/ou extasiar. É como aquele sim que é um não; e um não que é um sim; que os adultos em certos momentos sabem como ir.
    A Natureza em seu ápice evolutivo utilizou como constructor o valor poético para saborizar a consciência.

    E é daqui que partimos: o adornar uma importância (e/ou um fato conjuntural) provoca também a oportunidade do perigo psicológico. Porque abre margem para a fantasia descabida, ou para o volume grotesco e desmedido que causa dor, insatisfação, viciado dissabor; ou seja, o que tem o incômodo nos prejudicar.

    Os “espertos” e donos do parasitismo do âmbito psicológico humano tiveram noção disso e engendraram uma perseguição psíquica à nossa espécie que vem sendo disseminada há muitas e muitas gerações; e isso chegou a tal estado que se assinalou para nós a inviabilidade das atuais condições humanas na própria Terra. Estamos marcados por nossa própria submissão à esperteza dos que enganosamente nos destroem desde tenros infantes.

    O que vai nos servir neste resultado de esmerado estudo é não só nosso conforto pessoal, conosco mesmos, mas nosso bem-estar integral como Sociedade e Civilização.

    Então;

    Tendo alguém um empecilho na mente não pode combatê-lo com força, e esforço da mente. Se fizer isso, assim como um tantinho de tinta pode virar um borrão e manchar toda uma superfície, também pode contaminar todos os seus pensamentos com um empecilho que se quiser tirar “na marra”.
    De primeira; o que se tem a fazer é isolá-lo. Como? Para isto é preciso não se importunar mais com ele (e não deixá-lo importunar). É difícil; pois mais que um pensamento ele vem acompanhado de sentimento.

    Assim como vida consiste em movimento; o movimento em todo o Universo é provocado desde a indução de mínimíssimas pontinhas-energia que se respondem entre si até ao extraordinário e maravilhoso flerte de enamorados. A indução é primordialmente o sentimento que encilha a comunicação entre existências e, promove a vida. Nossos pensamentos são feitos de incessantes induções;interações de pensamentos.

    Isso aqui não comporta crença. É um dado reflectivo exaustivamente estudado e comprovado que varre as dúvidas desde simples inferências até à magistralidade de postulados; conferidos no âmbito de física de partículas de altas energias e rigoroso atestamento dos fenômenos da Natureza.

    Muito bem.

    Quando enfiaram em tudo quanto é lugar imagens e sinais de fantasias e estúpidas e falsas verdades, entupiram nosso âmbito psicológico de temores e pavores (e isso quando ainda nem tínhamos o direito de dizer NÃO); e nos incutiram dependência, demência, tirania e escravidão. E passamos a ver a poesia da Natureza por olhos enganados, embassados, cheios de dores retidas, e desgostos escondidos. Tornamo-nos recalcados, invejosos de felicidades efêmeras de um e outro que tenha provado um tantinho de algum sabor nessa confusa caganeira de vida que os auto-intitulados “intermediadores” de crassas mentiras nos impingiram.

    Como nos livrar desses desassossegos na mente?
    Porque toda nossa reprimida e sofrível educação nos é forçada a não nos livrarmos do tentáculo aterrador imposto por todo lado e à espera que a qualquer momento caiamos de vez como fanáticos em suas hodientas garras. Como então não nos vendermos por interesses mesquinhos que nos faz ir à busca de outros que sucumbam à nossa falta de tutano para encarar as dificuldades que nos impuseram? Como não acabar caindo no próprio laço dos que nos desgraçam?
    (Os insanos manipuladores têm tanto descaramento que vamos acabar caindo sem saída nas garras da escravidão deles, que chegam a fazem cantigas agourentas com frases do tipo "deixe eu errar, antes de me entregar". Se vc sentiu nojo ainda tem um pingo de valor autêntico humano em suas fibras)

    Esse contexto tem duas referências interessantes: uma está no filme A Vida de Francis Farner; se alguém tiver a chance de encontrar uma unicazinha cópia deste livro saberá nitidamente tudo o que se está dizendo aqui; e a outra consta no filme Violência da Inocência; exibido pela Globo anos atrás, é preciso que tenhamos sorte de não ver uma reapresentação não redublada com a “linda” censura “divina” que tá aí sobre a Arte, a Música, e agora de novo até DENTRO das escolas; de tanto e tanto que fizemos (Another Brick On The Wall – Pink Floyd e levantes nos Anos 80) para terminar com isso.
    Pois então; passando rápido por esse contexto de muitos e muitos traumas enervantes e atordoantes vemos que nossa mentalidade pode ter sido ou foi mesmo tornada um emaranhado de confusão, e constatamos que só mesmo sendo campeões podemos nos livrar de tantos enganos.
    Por conseguinte:
    É exatamente o sentimento, o que já está em nós, o que vem de nós, que torna um determinado pensamento um empecilho. Um pensamento que vem de fora só nos magoará com prejuízo para nossa postura mental se nós o vestirmos com sentimento, e com sentimento nos lembrarmos dele. Assim como colhemos um cachorro vestindo-o com aparência humana e nos distanciamos e mascaramos nossos afetos autênticos para com as pessoas, passando a “usar” emocionalmente os cães e sentindo engulhos de crianças maltrapilhas (que servem bem para poses de corruptos em ganâncias de eleições), distanciando-nos delas e amainando nossa dependurada preguiça e falência emocional com esmolas e berros em igrejas, e outros conluios infestados das desprezíveis, cerceadoras e “disciplinadoras” fofocas.
    Daí então ...
    Estamos então "vivendo" nossa vida e nos vemos acometidos por um empecilho que nos incomoda por demais, infiltrando-se em nossos momentos. Quando isso ocorrer não se aborreça. Não dê conta de sentimento ao empecilho. Você pode se aborrecer achando que não consegue, pela insistência de ficar (e pegar no que tem caro a você) cada vez que você tenta dele se livrar; mas não se aborreça, não se dê ao trabalho de querer confirmar que ele se foi (isso é muito importante), deixe-o. Este é o final do empecilho. Sua mente o evaporará e se tornará límpida. Estará assim fácil pra você ser bem mais feliz.

    Você também pode fazer um tantinho mais assim:

    Visualize uma árvore, passe para uma cena agradável, de preferência sem ninguém para o empecilho não endossar-se com outros sentimentos. Há tantas coisas boas para pensar que a contrariedade vai perder o pique. Você é uma consciência, qualquer pensamento que quiser sobrepujar você está sob sua vontade. Você manda em seus pensamentos. Na realidade, é o lugar que você, só você pode e manda.

    E,

    Abra os seus olhos com vontade,
    Olhe a paisagem,
    Veja que você fica bem com ela, sem contrariedades que afastam você da vida que está nela.
    Quantas vezes você já viu, e ficou assistindo, deitado(a) no solo, a revolução das nuvens branquíssimas lá em cima?
    Ame a vida, a paisagem. Ame e cuide de você.

    É o que podia lhe dizer.

    Haddammann Veron Sinn-Klyss

  2. hell on janeiro 14th, 2010 00:51

    Haddammann, você está sendo um empecilho. Por favor, cale a boca. Obrigada.

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