Ilusões do amanhã

4/01/2007 · Imprima este artigo

Este poema foi escrito por um aluno da APAE, rotulado pela sociedade como “excepcional”. Mas como irão ver, excepcional é a sua sensibilidade. Ele tem 28 anos, com idade mental de 15.

Ilusões do amanhã

Por que eu vivo procurando
Um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?

Procuro em todas, mas todas não são você
Eu quero apenas viver
Se não for para mim que seja pra você

Mas as vezes você parece me ignorar
Sem nem ao menos me olhar
Me machucando pra valer

Atrás dos meus sonhos eu vou correr
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.

Se a vida dá presente pra cada um
O meu, cadê?

Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.

Quando estou só, preso na minha solidão
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou

Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho
Na procura de te esquecer

Eu fiz brotar a flor
Para carregar junto ao peito
E crer que esse mundo ainda tem jeito

E como príncipe sonhador
Sou um tolo que acredita ainda no amor.

Autor: PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)

Technorati Tags: Poesia, Excepcional, Apae, Sensibilidade

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Comentários

Um Comentário para “Ilusões do amanhã”

  1. Denis on Janeiro 5th, 2007 11:17

    Realmente de uma sensibilidade impar. Fico triste com os problemas na mente de nossa sociedade por rotular as pessoas.

Tem algo a dizer?