Impulsividade
3/06/2008 · Imprima este artigo
Por sugestão do cinéfilo, filósofo e (nas horas vagas) TI Rubens, fui assistir o filme Impulsividade, de Mike Mills que, até então, pensava que era o baixista da banda R.E.M.
O filme, apesar de ter no elenco atores como Tilda Swinton,Vincent D’Onofrio, Keanu Reeves, Benjamin Bratt e Lou Pucci, não é nenhum blockbuster e foca a vida de Justin, um garoto de 17 anos, introspectivo e tímido. Ele sofre de um mal compulsivo que lhe gera embaraços: ele chupa o dedo polegar.
Os pais não sabem o que fazer e procuram solucionar o problema, as vezes de forma dura e violenta, enquanto Justin atravessa o período mais conturbado de sua adolescência quando seu ortodontista, estudante de filosofias de métodos alternativos lhe aplica uma hipnose para que pare com a compulsão.
Porém, a compulsão não era o problema de Justin, mas sim a impulsividade, problema identificado quando ele parou de chupar o dedão e, sem uma válvula de escape, tornou-se explosivo e impasciente, incapaz de terminar o que começa, de ficar só, de lidar com multidões… Bem vindo ao mundo dos Hiperativos, ou transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. Como bem explica o filme, baseado no romance de Walter Kirn.
O que ocorre então é uma transição de Justin, entre os erros e traumas que separam a adolescência da maturidade e os conceitos de normalidade e anormalidade. A grande sacada da história é justamente subverter estes parâmetros enquanto Justin aprende que, para crescer, é preciso uma boa quantidade de dor, paixão, prazer, arrogância, humildade… Impulsividade é um filme que vale ser visto.












O filme é mesmo muito bom, faz pensar. Quem não tem um pouco de impulsividade? E quem não tem “manias” para frear os impulsos. Assisti um episódio de Seinfeld, uma série americana de comédia, em que um dos personagens em momentos de estresse olhava para o alto e dizia (pedia): “serenidade agora!”.
Até qdo uma técnica consegue segurar um sentimento?
Parabéns pela descrição, me motivou a rever este ótimo filme.
Abraços!