Marcha da Maconha
18/04/2008 · Imprima este artigo
No primeiro final de semana de maio, uma das mais fortes experiências da liberdade de expressão e manifestação ideológica subversiva acontecerá nas principais cidades do Brasil e do mundo: a Marcha da Maconha.
Isso mesmo, caro amigo, milhares de jovens manifestantes sairão pelas ruas com cartazes em punhos e cabeça feita em mais de 200 cidades para impor seu pensamento, engrossando o caldo da luta política que tenta reaver a proibição que tornou ilegal o cultivo de plantas da espécie Cannabis Sativa em quase todo canto do planeta.
Em terras de Pindorama, o Coletivo Marcha da Maconha está apoiando eventos em 12 cidades em todo o país. Serão caminhadas pacíficas e descontraídas, com música, concursos de fantasias, distribuição de material informativo e espaço para manifestações artísticas, performances e outras expressões culturais. Uma festa para Cheech e Chong nenhum botar defeito.
O plano é que do dia 4, até o dia 9 de maio, ocorrerão em diversos locais do Brasil debates, palestras, seminários, exibições de documentários e outros tipos de eventos para discutir diversos aspectos relacionados ao tema, principalmente ligados às leis e políticas públicas sobre drogas. A idéia é gritar, chamar a atenção para o caso e que “o outro lado” tenha chance de se manifestar sem ser marginalizado ou discriminado.
Mas a organização garante: “A Marcha da Maconha Brasil não é um evento de cunho apologético, ninguém alí incentiva o uso de maconha ou de qualquer outra substância ilícita. Respeitamos as Leis e a Constituição do país do qual somos cidadãos e procuramos respeitar não só o direito à livre manifestação de idéias e opiniões, mas também os limites legais desse e de outros direitos civis.”
Eles concluem dizendo que “o objetivo do Movimento é possibilitar que todos os cidadãos brasileiros possam se manifestar de forma livre e democrática a respeito das políticas e leis sobre drogas do país, ajudando a fazer do Brasil um verdadeiro Estado Democrático de Direito. Com essas atividades procuramos tão somente ajudar a fazer com que essas leis e políticas possam ser construídas e aplicadas de forma mais transparente, justa, eficaz e pragmática, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos.”
”Acreditamos que já é hora de discutir reformas mais concretas nas políticas e leis sobre
a planta e seu uso, de forma a incluir os dados científicos mais atuais e contando com
uma maior participação da sociedade civil.”
Maiores Informações:
Coletivo Marcha da Maconha Brasil: Acesse o site para verificar os locais onde ocorrerá a manifestação.
Contato: contato@marchadamaconha.org
O QUE: Marcha da Maconha Brasil
QUANDO: Domingo, 4 de maio, 14hs
ONDE: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, João Pessoa, Porto Alegre, Recife,
Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Santos e aonde você quiser.












Rapaz, uma coisa que eu não gosto é maconha. Deixa agente meio lerdo, besta. Não recrimino quem usa mas prefiro coisas mais estimulantes! hehehehe
Ooops! Será que fiz apologias às drogas? hehehehehehehe
Hum… O país tem problemas bem mais sérios que mereciam mobilização. Eu, de verdade, acho uma palhaçada, e olha que já fui adepta ao bagulho e não tenho absolutamente nada contra a quem fuma. Mas é isso aí, é o mundo de hoje, cada um olhando pro seu próprio umbigo…
hahaha.. ô Rodrigo, eu havia esquecido sobre essa sua pequena aversão.
Então Juliana,
Na verdade, somos um blog que incentiva o sentimento e a ação para a transformação, este post não é um ato isolado.
Não sei se seria possível unir toda a humanidade para a mesma causa ou fazer com que cada ser humano tenha uma ação, mesmo que pequena, para melhorar algo dentro de seu universo, as pessoas parecem realmente voltadas a si. Passar por uma criança baforando cola na praça da bandeira e achar que isso é normal é um grave sinal de que a “síndrome do foda-se” está um estágio avançado.
Já falamos aqui neste blog desde problemas com o trânsito, obviamente questões ecológicas, pobreza, fome e até mesmo sobre a (falta de) liberdade de Miamar, exemplos de causas diversas que certamente considero mais importante do que a marcha, e certamente o são…
Porém, já que um grupo se mostrou interessado em mudar algo que consideram injusto, por que não apoiá-los a desmitificar o assunto? Quem sabe pelo menos dizer à sociedade que, eu - que também não uso mais para não favorecer a criminalidade - e você - que por algum motivo também resolveu parar - não somos criminosos estereotipados, mas trabalhadores e pessoas de bem que contribuem para um mundo melhor, muitas vezes bem mais do que conservadores e pesoas “ditas” de bem.
Não sei se fui um tanto vago nessa resposta, mas enfim, quem nos dera se nossos governantes pensassem como você e dessem real prioridade para as necessidades básicas da vida e dignidade humana.
Passei e gostei do seu blog. Vi que não é o seu foco, mas quem sabe juntos, não possamos ter uma idéia para ajudar a resolver os problemas mais sérios, não é?
Confesso que ainda não tive…
Grande abraço e obrigado pelo comentário e pela oportunidade de discussão, acredito que o debate justo nos ajuda a compreender melhor os problemas e crescer como pessoa.
(tenho certeza de que mais abaixo virão comentários infundados de pessoas sem experiências ou embasamentos falando sobre viciados e pessoas de mente fraca que se deixam levar pela ação entorpecente da maconha, como se não houvesse no mundo viciados em cigarro, álcool, cocaína, medicamentos e miojo lamen… esses sim levam o debate para o lugar algum).
O QUE: Marcha da Maconha Brasil
QUANDO: Domingo, 4 de maio, 14hs
ONDE: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, João Pessoa, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Santos
No primeiro final de semana de maio, milhares de pessoas em todo o mundo sairão às ruas em mais de 200 cidades para lembrar a luta política contra a proibição injusta que tornou ilegal o cultivo de plantas da espécie Cannabis sativa em quase todos os países do mundo.
O Coletivo Marcha da Maconha está apoiando eventos em 12 cidades em todo o país. O dia 4 será marcado com caminhadas em clima de descontração, música, concursos de fantasias, distribuição de material informativo e espaço para manifestações artísticas, performances e outras expressões culturais. Além disso, do dia 4 até o dia 9 de maio em diversas cidades ocorrerão também debates, palestras, seminários, exibições de documentários e outros tipos de eventos para discutir diversos aspectos relacionados
ao tema, principalmente ligados às leis e políticas públicas sobre drogas.
A Marcha da Maconha Brasil não é um evento de cunho apologético, nem seus organizadores incentivam o uso de maconha ou de qualquer outra substância ilícita. Respeitamos as Leis e a Constituição do país do qual somos cidadãos e procuramos respeitar não só o direito à livre manifestação de idéias e opiniões, mas também os limites legais desse e de outros direitos civis.
O objetivo do Movimento é possibilitar que todos os cidadãos brasileiros possam se manifestar de forma livre e democrática a respeito das políticas e leis sobre drogas do país, ajudando a fazer do Brasil um verdadeiro Estado Democrático de Direito. Com essas atividades procuramos tão somente ajudar a fazer com que essas leis e políticas possam ser construídas e aplicadas de forma mais transparente, justa, eficaz e pragmática, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos.
Acreditamos que já é hora de discutir reformas mais concretas nas políticas e leis sobre a planta e seu uso, de forma a incluir os dados científicos mais atuais e contando com uma maior participação da sociedade civil.
Maiores Informações:
Coletivo Marcha da Maconha Brasil
www.marchadamaconha.org
contato@marchadamaconha.org
Raoni,
Você escreveu exatamente o que está escrito no post. Você não gostaria de acrescentar algo diferente?
Abraços!