Michael Moore :: Columbine II - o retorno
25/04/2007 · Imprima este artigo

Estamos vendo o mesmo filme incansavelmente. Tragédia nos Estados Unidos: estudante, jovem e psicopata atropela a condição decadente, mas ainda estúpida e insistente do “american way of life”, assassinando jovens em uma universidade. Todos agem com emoção e surpresa.
Na hora que soube da notícia, um homem me veio à cabeça: Michael Moore.
Michael é um documentarista ativista americano que, no seu célebre filme “Tiros em Columbine (Bowling For Columbine)” apresenta com maestria toda a estupidez e contradição existente na prepotência dos Estados Unidos da América.
Michael passa o filme em busca de uma resposta que talvez não exista. Mas surpreende com as informações que colhe no decorrer do filme: Um banco onde você, quando abre uma conta, ganha uma arma de brinde; jovens que conseguem armas com facilidade e se gabam por serem considerados “ameaças” à uma ignóbil sociedade que se sente insegura e amedrontada.
Alguns acusam Michael, chamando-o de polêmico e aproveitador. Talvez até seja isso, mas poucos tiveram coragem de expor as feridas do Tio Sam de forma tão transparente para o mundo inteiro: o fracasso americano - escândalo diante o mundo que gerou ações de pessoas e artistas conscientes. Mas pelo visto, ainda não fortes o suficiente para acabar com o problema.
Enquanto isso no Brasil…
As coisas não andam muito diferentes, crimes bárbaros contra crianças inocentes e pais de família continuam chocando enquanto políticos promovem sua pornografia ética sem consequêcias para si. Aqui também existem muitos “Michael Moores”, menos abonados - lógico - mas que, na penumbra da sociedade, tentam lutar com forças extremas e covardes para denunciar a injustiça e loucura da sociedade que criamos.
Alguns dizem que a bomba atômica deixou de ser a maior ameaça à humanidade para dar lugar ao aquecimento global.
Nós, do Bravus, ainda pensamos que o que mais ameaça a humanidade, é a própria humanidade e seus atos.











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