Miss Saigon em São Paulo
Antes de qualquer coisa:
Não sou crítico. Este post apenas conta a história de um blogueiro convidado a assistir um ensaio do espetáculo Miss Saigon em um convite feito pela atriz e bailarina Keila Fuke, que participa do show.
Sentei na poltrona X 34 do Teatro Abril, do meu lado esquerdo havia um casal (ela morena, ele loiro), do meu lado direito havia outro casal (ele careca, ela traços orientais). Era possível ouvir os músicos da orquestra aquecendo e afinando os instrumentos, fiquei envolvido por aquela massa sonora extremamente interessante. Eles estavam ali e fariam ao vivo a trilha sonora da história. Sei que isso parece bobo pra quem está acostumado a esse tipo de evento, mas pra mim aquilo já era algo a ser degustado. Em frente ao palco, o diretor dizia ao público (teatro lotado) que aquele era um ensaio, mas a interação era muito importante para eles - a reação do público.
Concordei. Não sabia o que esperar, não sabia qual seria minha reação.
As luzes foram enfraquecendo lentamente até que a platéia fosse lançada na total penumbra. Miss Saigon, minha primeira grande experiência teatral, teria início.
Logo o palco se transformou em uma boate vietnamita para soldados americanos em plena guerra. Por alguns instantes eu fiquei confuso, não sabia se aquelas vozes estavam saindo dos atores ou se era algum tipo de edição. Claro que as vozes eram dos atores, me senti ficar vermelho de vergonha, minha dúvida era ridícula. O espetáculo continuava.
Eu fiquei bobo de ver as coreografias e a forma como tudo se encaixava: a orquestra, os passos, as luzes, as vozes, os efeitos visuais. A confusão começou a tomar minha mente de novo: estaria mesmo eu naquele teatro ou se tratava de apenas um sonho?
Pausa. 20 minutos. Hora de ir ao banheiro.
Retornei à minha poltrona e os casais continuavam ali. As luzes se foram novamente e, no palco, os soldados de volta a America, cantavam em uma espécie de ONG voltada aos filhos dos praças americanos com garotas viatnamitas durante a guerra. Puts, imagens reais de crianças vivendo de forma precária no Vietnã pós-guerra eram exibidas em um telão enquanto os atores cantavam e, minhas lágrimas, que estavam heróicamente contidas desde o início do espetáculo, vieram à tona. Tudo bem. Deixei elas correrem livres.
Em seguida veio o que, pra mim, foi o êxtase da história. Calma, não vou entregar o ouro - seria terrível para quem pretende assistir a peça - mas posso afirmar que, no cinema, nos surpreendemos com alguns efeitos especiais, o aceitamos conforme acompanhamos sua evolução e sabemos que a existência de computadores poderosos podem fazer qualquer vaca sair voando com raios laser saindo dos chifres.
Mas no teatro, meu amigo... fica meio difícil acreditar em nossos olhos.
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Realmente qualquer espetáculo de teatro é excepcional, é algo totalmente diferente do cinema, muito mais vivo, mais emocionante. Adoro Teatro, e apesar de ir pouco, recomendo a todos!
E parabéns por sua descrição deixou vontade de assistir este!
Abraços
Rodrigo Schmidt
Eu assisti, e recomendo, simplesmente MARAVILHOSO, desde os efeitos especiais,coleografia,orques-tras e uma excelente atuação dos atores,vozes maravilhosas que causam arrepios de tanta emoção, neste momento você percebe que há árduas horas de ensaios que estes maravilhosos atores devem passar, mas que resulta em uma execelente "perfomance".E você se rende ao encanto da magia que o teatro faz.
EU SOU UMA PESSOA MUITO LEGAL