Nhô Bento
26/12/2007 · Imprima este artigo
A maioria das pessoas são contempladas por uma facilidade natural que chamam de dom, percepção, sensibilidade, não importa… eu, particularmente, possuo uma que não agrega nada a ninguém a não ser a mim mesmo. Uma que não posso oferecer, apenas desfrutar. Isso que carrego comigo é uma capacidade de observar a poesia em pequenos detalhes que passam despercebidos. Não só nas palavras, mas também em imagens, sons ou até mesmo o silêncio, tudo pode ser poesia se ali residir algum sentimento para isso.
Houve um tempo em que comecei a sentir um vazio, procurava a poesia onde ela não estava mais: música, televisão, mídia. Não há mais poesia aí.
Descobri meu dom viajando. Foi quando conheci um tio meu, o seu Antônio Lino, nos cafundós de São Paulo, no meio do mato, meio do nada.

Lá a vida é outra, a percepção, os desejos, as ambições são outras… viver por lá é a prioridade, coisa que esquecemos por aqui, na civilizada cidade grande.
Mas não vamos perder o foco. Redescobri a poesia em pequenos atos, pequenas gentilezas, pequenos gestos, ações que passam despercebidas, medos que são confortados, mãos que são estendidas sem que seja necessário se pedir por isso. Aquele sentimento que um dia fez parte do universo das letras, hoje reside nas ações de pessoas raras que emocionam sem saber.
Descobri a poesia com os grandes e clássicos Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Luís Vaz de Camões, Manoel Bandeira, Vinicius de Moraes… a lista segue porém, não são estes nomes que vão amarrar todo o conteúdo deste confuso texto, mas um nome quase anônimo nos dias de hoje que, injustamente, possui pouca coisa na internet, praticamente nenhuma publicação.
Nhô Bento é o poeta das ações ingênuas, palavras caboclas, sentimentos simples, coração grande, é aquele que reúne tudo o que está escrito neste texto.
Infelizmente não consegui encontrar nada para publicar aqui… porém um santo do youtube colocou uma raridade em vídeo que pode ser conferida logo abaixo.
Vamos lá! dê uma chance para a poesia entrar na sua vida. Nhô Bento vai te levar para uma terra boa, de homens de coração bom, brasileiríssimos, um mundo que nossa rotina nos fez esquecer, mas que ainda está lá, dentro de suas palavras.
Observação: O homem sentado na imagem que ilustra este post é meu tio Antônio Lino. Um retrato que fiz em 2005.












Encontrei você no blog de Dai.Vim espiar seu canto.
Gostei do seu post e fiquei encantada por amar poesia. Seu post, não está confuso. Disse o que pensa…
Se quiser me visitar:
http://anny-linhaozzy.blogspot.com/