O mundo está acabando? Ema ema ema...
Já me criticaram por cuidar de animais carentes enquanto crianças em estado de miséria e fome sonhavam com um pão duro.
Então comecei a ajudar famílias doando cestas básicas e ensinando a crianças algumas coisas sobre música e cultura e comecei a ser criticado por isso, pois não ajudava ninguém efetivamente, pelo contrário, eu as prejudicava tornando-as mal-acostumadas.
Este meu último post sobre a situação em Mianmar repercutiu de uma forma inesperada entre alguns amigos meus. Mais de uma vez ouvi críticas do tipo “eu te mostro uma situação igualmente caótica em uma favela do lado da sua casa”.
Isso não me incomodou tanto. Visões e divergências políticas, religiosas e culturais são saudáveis e necessárias. O que me magoou foi a confirmação de que aqueles que me criticavam quando eu ajudava animais de rua não faziam nada para melhorar qualquer quadro. Nem das crianças, nem dos animais, nem dos velhos e nem das plantas.
Pensar nisso me levou a outro estado de consciência. Eu realmente me senti mal dando tratamento aos animais doentes vendo uma crianças pedindo dinheiro. Depois me senti realmente mal ao dar comida para um cara sem emprego.
Alguns dizem que ajudar de forma errada pode ser pior do que não ajudar. Eu digo que cada caso é um caso, pois cada pessoa é um indivíduo diferente. Cabe aí uma boa avaliação de quem se propõe a ajudar.
Não me importo mais com críticas desconstrutivas. Foi difícil identificar, mas agora posso levar um cão de rua ao veterinário ou dar um saco de arroz para uma família sem me sentir mal, sei que não vou salvar ninguém e não é essa a questão. Prestar socorro não é vergonhoso como alguns tentam, inexplicavelmente, (perdão pelo abuso de verbos) fazer parecer.
Quanto a Mianmar, escrevi aquilo pela vocação libertária do Bravus. Temos problemas no Brasil sim, mas e quanto ao resto do planeta? Ema ema ema...



Ainda me questiono, muitas vezes, qual será a melhor maneira de ajudar as pessoas e o mundo diante de uma população com diferenças tão discrepantes.... mas estou certa que ficar parado sem fazer nada não resolve o problema. Se descobrirem alguma forma "ideal" de ajudar, por favor compartilhem
Ajude o momento. Não as pessoas. Acho qualquer ajuda é justificada se traz para o momento de alguém uma coisa boa. Se traz comida ao momento da fome, se traz agazalho ao momento do frio, consolo ao momento da dor. "não dê um peixe, ensine a pescar" é bom, mas ganhar um peixe também é bom. E ganhar um peixe não deixa ninguém preguiçoso, a preguiça é que faz isso. Reza saber identificar e fazer o momento de alguém melhor.
Ai, agazalho é dureza, hein? Sorry. Mas a opinião ainda é a mesma. :-)
Estava eu "indignada" com esse mundo de pessoas egoístas, por fim, procurei algo no google q falasse mundo ema ema, e aqui estou..
Costumo dizer sempre aos amigos, estamos vivendo no mundo do ema ema, alguns ainda ficam sem entender..a maioria das pessoas não se preocupam com as outras (não que tivessem obrigação tb de se preocupar), porém o que vejo, é que a cada dia existem menos pessoas humanas.
Concordo que ajudar é bom, mas precisa saber ajudar, acredito q só o fato de nos sentirmos bem em ter "saciado a sede" (que seja momentânea) do outrem, já é um ato extremamente grande.
Críticas??? vão haver sempre e sempre e sempre...e aí deixar de lado essa "poderosa ajuda" ????se assim posso dizer, pq isso vem de dentro, vem do ser, da alma.. e não fazer por fazer.
Parabéns pela sua ajuda ao próximo.