Os Doors de Oliver Stone
7/01/2010 · Imprima este artigo
Cheguei na locadora e li: “As mulheres o desejam, os homens querem ser como ele“. Essa frase “de efeito” estava na caixa da Fita VHS do filme The Doors, de Oliver Stone e confesso que quase me fez desistir de alugar.
O filme The Doors (1991), baseado na vida de Jim Morrison e nos Doors contava com Val Kilmer no papel de Morrison, Meg Ryan como Pamela Courson, Kyle MacLachlan como Ray Manzarek, Frank Whaley como Robby Krieger, Kevin Dillon como John Densmore e Kathleen Quinlan como Patricia Kennealy e vinha carregado de polêmicas e censura. Todos diziam que o filme era pesado, chato, incorreto. A própria banda, diferente de hoje, não era muito conhecida no Brasil, mas algo me chamava para ver o filme.
E hoje, apesar do filme ser amaldiçoado pela banda e tachado como irreal, cheio de falsas alegações e de mostrar um Jim Morrison bem diferente da realidade, tenho que confessar que me influenciou muito. The Doors pode até ser um filme de ficção, como diz Manzareck (que inclusive tem um projeto de fazer um novo filme sobre os Doors, dessa vez mais fiel a realidade), mas a película de Oliver Stone é um grande filme, irresponsável, torto e certamente uma má influência para jovens despreparados como eu era, mas belo, inspirador, poético, lírico – Dá vontade de montar uma banda na mesma hora.
Sobre a fúria despertada pelo filme nos integrantes da banda, Ray Manzarek disse que detestou o que viu. “Stone fez Morrison parecer um tarado. Jim era muito mais inteligente, sensível e artístico do que a estranha e superficial idéia que Stone exibiu. É um mau retrato do meu amigo. Nós nos divertimos muito e tivemos ótimos momentos juntos”
Depois de um longo, desrespeitoso e burro silêncio, finalmente em 2009 o DVD do filme foi relaçado, com extras e cenas que foram excluídas do filme. Vale a pena ver.
Só por curiosidade. Quando se pensou em fazer um filme sobre o Doors, John Travolta foi seriamente cotado para o papel de Jim Morrison.




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