Para Emagrecer

Já sei, você está tentando emagrecer e já tentou tudo o que é dieta que existe por aí... até remédios para emagrecer você já tomou e até conseguiu perder peso por um tempo, mas logo sentiu o poder do efeito sanfona e voltou à velha forma... redonda!

Pois bem, não se preocupe bravo amigo, porque o Bravus foi assistir uma palestra do Doutor Drauzio Varella sobre as últimas descobertas da ciência e da medicina em torno da obesidade e sim: os cientistas já sabem exatamente o que nos motiva a comer e a engordar, e também o que devemos fazer para, definitivamente, perdermos aqueles pesos que estão sobrando. Sim, é um pouco difícil, mas nada é impossível quando se é bravus. Agora com vocês:

O Tratado Bravus sobre a Obesidade e como Eliminá-la de Vez

Porque somos gordos?

Vamos começar este texto com um prêmio de consolação. Se você tivesse nascido há 4 ou 5 milhões de anos atrás, possivelmente você, atual gordinho, seria um exemplar másculo de um hominídeo, certamente um caçador e o herói de sua tribo, capaz de caçar um mamute sozinho. Isso porque você gordinho, assim como seus antepassados, valoriza o alimento e não mede esforços para encarar grandes desafios e distancias até saborear aquele churrasco inesquecível ou aquela pururuca premiadíssima. Há milhões de anos você precisaria caçar, e tudo bem, gastaria muita energia, seria musculoso. Já o seu amigo magricelo, não teria forças ou vontade para caçar e dependeria de você para sobreviver... o metabolismo de ambos se desenvolveram assim: um mais econômico e fraco, outro insaciável e com energia de sobra (acumulada em forma de gordura nas células) com o intuito de conseguir mais alimento.

Porém, a história da humanidade é a história da fome. Até antes da segunda guerra mundial, o alimento era considerado luxo. Nunca houve comida suficiente em toda a história da humanidade e nosso corpo se desenvolveu para aproveitar cada micrograma de energia em forma de gordura, afinal, não se sabia qual seria a próxima oportunidade de fazer outra refeição. O problema é que hoje em dia os alimentos são fartos e fáceis de conseguir, já preparados e extremamente calóricos, mas nosso corpo ainda não se adaptou a essa nova condição e continua guardando cada migalha de energia em forma de gordura. Isso, somado ao estilo de vida sedentário que levamos hoje em dia, resulta em seres humanos gordinhos.

Hora do Regime

Todos os anos surgem novas dietas e regimes milagrosos que fazem os olhos dos gordinhos brilharem. Tem dieta da lua, da banana, da melancia, da sopa, do sangue, do carboidrato... e realmente a maioria delas são eficazes – mas isso só nas duas ou três primeiras semanas.

Isso porque o seu cérebro não deixa você continuar a dieta. Nosso cérebro é um computador programado para manter você vivo. Quando você não cuida da alimentação adequadamente e engorda, ele vai entender que o ideal é aquele seu peso máximo atingido. Ele interpreta erroneamente que o peso máximo que você atingiu na sua vida é resultado de uma condição favorável à sua saúde e vida. Por isso, quando você tenta “abaixar” o número desse peso, ele vai acionar um sinal de alerta, pois se você consome menos calorias do que está acostumado a consumir diariamente, seu cérebro percebe isso como uma ameaça.

Sabe qual o mecanismo que ele utilizará para forçar você a voltar com a alimentação normal e ingerir mais calorias? Isso mesmo: mais fome.

Por isso você sente aquela fome incontrolável quando está na segunda ou terceira semana da dieta. Seu cérebro reage à baixa de calorias e tenta fazer você voltar ao seu peso máximo atingido novamente, com mais fome.

Para emagrecer

É por isso que quase todos os médicos são contra o regime e os medicamentos para emagrecer, porque sabem que após a suspensão do medicamento ou o fim do regime, seu cérebro fará com que você engorde novamente, essa é a raiz do efeito sanfona.

O ideal mesmo é a reeducação alimentar e mesmo assim é difícil, pois calcula-se que, para cada 10 quilos perdidos em média, o cérebro leve 12 meses para se adaptar à nova condição de peso e cesse com a fome exagerada... até lá você tem que aguentar.

Além do mais, o estilo de vida sedentário que levamos hoje em dia contribui para o acúmulo de massa em nosso corpo. Imagine que uma pessoa que mora num edifício e trabalhe num escritório ande, em média 500 metros por dia. Isso é um absurdo do ponto de vista histórico da nossa evolução. Se continuarmos assim, com o tempo, nosso corpo se adaptará novamente para uma forma monstruosa onde teremos pernas curtíssimas (pois não andamos nem corremos), braços curtos sem articulações com dedos longos e flexíveis para digitarmos mais e uma bunda enorme e bem gordurosa, que será nossa almofada natural, já que passamos a maior parte do dia sentados.

Não é fácil se exercitar. Assim como os outros animais, a natureza nos manda economizar energia. Veja no zoológico por exemplo, onde a maioria dos animais permanece deitada, descansando o tempo todo. Nosso organismo é semelhante, principalmente depois das refeições, tudo o que o nosso corpo manda é descansar.
Isso porque, mais uma vez, a história da humanidade – e da natureza em geral – é a história da fome. Se há escassez de comida, porque vou desperdiçar energia fazendo exercícios? É o que pensa nosso corpo, por não ter se adaptado aos novos tempos de fartura.

Quando pensamos em ir para a academia ou acordar cedo para correr, um peso de 5 milhões de anos cai sobre nossas costas. Este é o tempo estimado da existência do homem e sua evolução econômica quanto ao gasto de energia, por isso dá tanta preguiça se exercitar.

Mas, o resultado da falta de movimento é um fator importante para o surgimento da epidemia de obesidade que vemos pelas ruas e, consequentemente, de diabetes, colesteral, problemas de pressão e todas as patologias associadas ao acúmulo de gordura em nossas células.

Se quisermos viver mais, e com mais qualidade de vida, precisamos lutar contra a natureza, contra o nosso corpo e também contra o nosso cérebro. Não é tarefa fácil, mas é possível. Assim começa uma vida melhor!

Esse texto é baseado em uma palestra do Dr. Drauzio Varella sobre obesidade que assisti recentemente.

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