Pornografia no Gabinete

19/05/2009 · Imprima este artigo

Mais um conto erótico da vida real, não é um conto erótico dos quadrinhos ou de filmes comuns, nem estes contos que você lê em revistas masculinas. Este é um conto real.

Ele se esconde por trás de uma máscara social. A máscara esconde um monstro sujo e pervertido, sempre com pensamentos poluídos. Ele passa o dia procurando por oportunidades, olhares recíprocos, deixas por trás de frases maliciosas para poder avançar, mas ele nunca corre riscos. Se não tiver cem por cento de certeza de que é seguro e de que a pessoa está pensando o mesmo ele não vai, afinal, tem uma família, mulher e filhos que passarão o resto da vida enganados por ele, acreditando que a face da máscara é sua verdadeira face.

Pensamentos sujos voltam a sua cabeça, ela estava lá, toda aberta e ele não pensou duas vezes antes de enfiar a mão com tudo, sentir sua textura, seu cheiro… um cheiro que o enlouquecia. Ele a segurava com as duas mãos, sentia-se dono da situação, poderoso.

De volta à realidade a secretária o chama. Apesar de não ter sequer graduação, todos o chamam de doutor, isso massageia seu ego. A secretaria o fitou com um olhar que ele já conhece. Apenas com o olhar e o sorriso de canto de boca as secretária ele sabe que já está tudo pronto. Ele se prepara, será sujo de novo, será violento e não pensará nas consequências. Ela o leva para a última sala e ninguém os incomodará por pelo menos duas horas. Ele está ofegante, a secretaria vai na frente a passos rápidos, está tão ansiosa que nem sente fome.

Ele decide que é melhor não entrarem juntos. Da uma passada no banheiro antes, lava o rosto e então se dirige a sala, onde já a encontra toda aberta, bem como ele gosta. Para um prefeito esta é a melhor coisa que se pode acontecer, mas há uma surpresa: junto com a secretária está um vereador, tão excitado quanto ele. Ele olha para a secretária assustado, tudo tão escancarado e ele ali, vendo tudo… Ela deu um sorriso, disse que se não fosse pelo vereador, eles não estariam ali. Os três então metem a mão, mais uma vez, na verba da cidade que era destinada a educação.

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