Porque o céu é azul?
26/05/2008 · Imprima este artigo
Você já pensou em porque o céu é azul? Provavelmente já escutou uma ou outra teoria, mas nenhuma que resolvesse o seu anseio pela resposta. Sempre fica um: mas será mesmo, bom meu amigo, eu acredito ter achado a resposta, mas por hora vamos falar de uma coisa um pouco mais intrigante.
Você por acaso tem uma caneta, em cima da sua mesa? É, essa Bic aí mesmo, azul, com a tampa mordida. De uma boa olhada nela, repare nos detalhes. Olhou? Então pode se despedir porque logo, logo ela não estará mais com você. Para onde ela vai? Vixi, é aí que esta crônica entra.
Você já reparou que caneta em mesa de escritório, porta lápis,estojo, penal, ou qualquer outro lugar, que não a caixa de onde ela veio, simplesmente some. É some, desaparece, evapora, sei lá. Eu acredito piamente que existe um céu para as canetas, onde elas descansam em paz, só escrevendo o que elas querem, em um papel macio como uma nuvem. Sem todo aquele estresse, da terra, de: - anota esse telefone aí para mim, correndo. Ou aquele calhamaço de coisas que você tem que anotar antes que passem o slide, ou até mesmo de ficar o dia inteiro riscando uma Guernica, em um pedaço de papel sem nada para pensar. Ou imagine o estresse da caneta que está lá quietinha repousando na mesa, quando alguém pega e já quer sair escrevendo, aí a caneta não solta tinta e começa o ritual: bate três vezes, chacoalha igual termômetro, esquenta na mão, fica fazendo círculos no papel para ver se funciona, assopra no caninho, sem maldade, e todas as outras técnicas que se encaixam no nível: crendices populares. Cada caneta também tem vida, não só sair escrevendo, tem que tratar com carinho.
O fato é que elas somem de maneiras misteriosas, parecem ninjas com suas bombinhas de fumaça, escapando quando ninguém espera, puf, sumiu. Quando isso acontece a gente sempre fica surpreso: - nossa, mas cadê a caneta, ela estava aqui agora mesmo. Ou: - mas onde está a minha caneta que eu sempre deixo aqui. Mas nem adianta procurar em baixo do caderno, da folha, atrás do monitor, no chão, em baixo do teclado, na orelha, se você for um português dono de mercearia. Também não adianta sair gritando: - alguém viu minha caneta? Porque ninguém nunca viu. Em algumas situações, quando a caneta é mais elaborada, a gente até desconfia daquela mulher, que trabalha com você, de medidas mais generosas, que não fala com ninguém e coleciona canetas porque é o objeto fálico com que ela mais tem contato. Quando uma caneta some, não adianta procurar, desapareceu, desapareceu.
Esse fenômeno é tão forte que não adianta fazer nada. Colocar o nome, morder, marcar, pendurar, amarrar, soldar, porque ela vai sumir. Se você não acredita, vá a uma Lotérica, com certeza você vai ver uma correntinha pendurada sem uma caneta na ponta. Economia de tinta não deve ser, e não é possível que exista alguém com habilidade, falta do que fazer e mão-de-vaquise o suficiente para ficar lá, tirando a caneta. E a mulher da sua empresa, por mais que goste de canetas, não deve ter coragem de ir lá roubar, ainda mais porque a caneta é feia que dói.
Eu mesmo, esses dias, fui até o almoxarifado, escolhi a melhor caneta da caixa, (bic azul como qualquer outra) peguei um porta lápis, e coloquei ela lá, imponente, deslumbrante e dois dias depois estava eu, sem caneta e sem idéia de onde ela foi.
Eu ainda não sei como, na Inglaterra, capital mundial para pesquisas quase inúteis que só servem para virar assunto de boteco, ou crônicas, não exista uma sobre o fenômeno do desaparecimento das canetas. E, junto com elas, somem também lápis, borracha, marca texto, bloquinho de postit e todo o material de escritório.
Acho que só vamos solucionar este mistério quando os japas decidirem inventar um micronanoshufle aparelho GPS para implementar nas canetas, o que, ao contrário do esperado, não vai elevar o preço do produto porque esses aparelhos vão ser fabricados com mão de obra escrava infantil na China.
Enquanto isso não acontece, continuo acreditando que todas as canetas perdidas vão para o céu, curtir a paz celestial pelo resto da sua tinta no tubinho. Bom, se isso não é verdade, pelo menos explica porque o céu é azul.












Porque o céu é azul? Resposta: Porque ele não vermelho, hahahaha.
gostei cezar, muito criativo e finalmente nos esclarece para onde vao as canetas que somem. legal.