Queen

30/05/2007 · Imprima este artigo



Queen, por culpa da minha irmã mais velha, foi uma das primeiras bandas que me chamaram atenção para o rock. eu tinha 9 anos quando ela trouxe a coletânea Greatest Hits (em LP) e pirei. Bohemian Rhapsody era algo muito louco para minha jovem cabecinha e We Will Rock You me dava vontade de quebrar tudo. We Are The Champions já emocionava também.

Em 1991 Freddie morreu e minha irmã comprou (já em CD) o Greatest Hits II. Ouvi tanto que as pessoas de casa não aguentavam mais. Eu então comecei a comprar os albuns. Queem, Queen II, Sheer Heart Attack… até o póstumo (e maravilhoso) Made In Heaven - dedicado ao imortal espírito de Freddie Mercury.

A história do Queen começou em 1968, quando Brian May e Roger Taylor tocavam numa banda chamada Smile com o vocalista/baixista Tim Staffel. Freddie era colega de quarto de Tim e seguia assiduamente os concertos do grupo. A essa altura, Freddie era vocalista de outras bandas, como os Wreckage ou os Ibex. Para além disso, não tinha qualquer problema em partilhar as suas ideias acerca da direcção musical que os Smile deviam tomar.

Tim decidiu então pôr fim à sua carreira nos Smile e juntou-se a uma banda chamada Humpty Bong. Freddie substituiu-o e o grupo começou à procura de um baixista profissional. O primeiro seria Barry Mitchell; só em 1971 o grupo descobriu John Deacon. Com a formação definida, o quarteto estava definitivamanete em marcha, possuidores de uma imagem inovadora, desfazendo regras musicais anteriores, compondo temas de absoluta originalidade, nada, ou bem pouco a ver com o resto do rock daqueles tempos.

Anos 1970

O primeiro álbum da banda, intitulado Queen, foi lançado como uma revolução no Reino Unido, mas não teve o sucesso esperado. Este álbum caracterizou-se por um som pesado, misturando a banda à onda heavy metal que já existia na Inglaterra.Destaca-se a faixa “Keep Yourself Alive“, canção que conseguiu alcançar o Top 40 do Reino Unido.

O segundo álbum, Queen II, já apresentava um som mais melódico, mostrando já a influência que Freddie viria a ter nas composições da banda. Aqui destaca-se a composição “Seven Seas of Rhye“, primeira canção da banda a alcançar o Top 10 do Reino Unido.

A partir do terceiro álbum, Sheer Heart Attack, a banda viria a ter os seus álbuns distribuídos pela Trident e EMI, ocasionando assim uma reviravolta na trajetória da banda. Lançado em 1974, o álbum foi o primeiro da banda a estar entre os 10 mais vendidos da Inglaterra, e tornou o Queen conhecido no mundo todo. A turnê nos EUA foi um sucesso.

Em 1975, os Queen lançaram o disco A Night at the Opera. Este disco foi o primeiro da banda a consegir disco de platina, a vender mais de um milhão de cópias e a atingir o topo das paradas do Reino Unido e EUA, definindo um novo padrão de Rock: o rock arte, realizado como uma grande produção, para ser apreciado por todos os ouvidos.

Usando uma técnica de retorno da voz, esse disco criou o som que se tornou marca registrada do Queen e o lançou para a fama. Suas canções refletem o espírito da banda: rock pesado com “I’m Love with My Car“; baladas românticas com “Love of My Life” e “You Are my Best Friend“; experimentalismo com “The Prophet’s Song“, e uma canção impossível de se classificar, como “Bohemian Rhapsody”. Esta Opera Rock, quando lançada em 1975, recebeu críticas por não ter apelo comercial e ser muito longa. No entanto, a gravadora bancou a aposta, e o resultado foi estrondoso: primeiro lugar das paradas durante nove semanas consecutivas, os quatro álbuns dos Queen entre os vinte mais vendidos, um video-clip que ficou conhecido mundialmente pela sua produção e a sua qualidade, iniciando a era do Video-clip. Após esse álbum, a banda consolidou-se efetivamente como uma das grandes bandas de Rock, firmando terreno para mais e mais sucessos. Aqui, os seus membros (principalmente Mercury) já apresentavam suas excentricidades que ficariam mundialmente conhecidas. Curiosiamente, quando o álbum foi lançado em K7, a canção Bohemian Rhapsody, sua complexidade era tanta que neste ponto a fita ficava transparente!!; mais, esta canção sempre que era tocada ao vivo em um dos concertos dos Queen ou era como parte de um meddley ou colocavam uma gravação nas partes mais complexas.

Em 1976, o álbum seguinte, “A Day at the Races” (ambos uma ironia, por se tratarem de títulos de filmes dos Irmãos Marx), foi mais dirigido pela guitarra de Brian May e pela bateria de Roger Taylor, tendo, portanto, canções mais pesadas, tais como “Tie Your Mother Down” e “White Man”. No entanto, aqui encontramos outra obra-prima vocalística de Freddie Mercury: “Somebody to Love”, uma canção recheada de exageros vocais e complexas passagens vocais, que tornou-se exito imediato.
A banda em concerto em Hannover, 1979

Em 1977, “News of The World” troxeram os grandes hits dos estádios da banda, “We Will Rock You” e “We Are the Champions”. Os Queen, embora não tenham sido os primeiros a fazer grandes shows em estádios (mas sim os Beatles), se utilizaram muito de estádios, fazendo shows marcantes (sobretudo se considerarmos que o som era feito exclusivamente pelos quatro integrantes, salvo uma ajuda de Spike Edney nos últimos shows), que criavam uma relação única com o público, sendo reconhecidos até mesmo pela crítica (alguns consideram os shows feitos pelo Queen em Wembley em 1986 como os melhores shows de rock de todos os tempos, sem falar no estrondoso público de 250 mil pessoas do Rock in Rio).

“Jazz”, o álbum seguinte, de 1978, foi mal-recebido pela crítica, sob a alegação que o álbum não tem nada a ver com Jazz, apesar do instrumental acústico refinadíssimo e a alma nervosa e suave das canções - o que parece ser o motivo do nome, não suas semelhanças formais imediatas com o jazz (como acontecia por exemplo com os álbuns de Led Zeppelin, em que se pode dizer que este tom é muito mais evidente). Jazz também decepcionou a banda com relação à aceitação do público. Apesar disso, obteve alguns sucessos, como “Fat Bottomed Girls” e “Bycicle Race” (esta última, no Estádio de Wembley, teve como produção uma volta completa no estádio de dezenas de mulheres nuas em bicicletas, o que causou um certo choque na opinião pública).

Em 1979 lançam “Live Killers”, um álbum duplo gravado ao vivo na sua turné mundial entre Janeiro e Abril. Brian May aparece espetacularmente em “Brighton Rock” chegando a ser mencionado por Eric Clapton como um dos melhores guitarristas no cenário do rock mundial.

Anos 1980

O ano de 1980 marcou uma mudança no som da banda, até então sempre ressaltada nas capas dos seus discos com a frase “No Syntethizers!”. Após o lançamento do álbum ao vivo “Live Killers”, em 1979, os Queen lançaram o álbum “The Game”, o qual demonstrava a intenção da banda em inserir na sua música a eletrônica. Este álbum foi um sucesso principalmente nos EUA, onde a canção “Another One Bites in The Dust”, com sua belíssima linha de baixo, alcançou o topo das paradas de rock, soul e disco. Além dessa canção, o rockabilly “Crazy Little Thing Called Love” tornou-se outro sucesso da banda.

Então, a banda lançou a trilha sonora do filme “Flash Gordon”, em 1980. Este disco, pela primeira vez, representou um grande fiasco da banda, não agradando tanto a crítica quanto os fãs.

Com sua popularidade reduzida na Europa, fortemente impactada pela onda Punk que surgia no Reino Unido, o Queen passou a buscar novos mercados para seu som, iniciando visitas a países fora do eixo EUA-Europa-Japão. Pela primeira vez uma grande banda realizava turnês na América do Sul e África. Na sua primeira passagem pelo Brasil, em 1981, nos doze meses que antecederam o show as rádios de São Paulo só tocavam as canções dos Queen.

O lançamento do disco “Hot Space”, em 1982, foi recebido com indiferença pelos fãs, que já não viam ali a mesma criativa e inovadora banda. Neste álbum, temos a primeira participação dos Queen com outro cantor, David Bowie, na faixa “Under Pressure”.

Nessa época, já eram conhecidas as brigas e discussões dos integrantes da banda, com constantes idas e vindas, ameaças de saída, entre outros problemas. Essa década foi marcada pelos trabalhos solo dos integrantes da banda, marcando assim uma maior distância entre os álbuns.
A banda em concerto em Frankfurt, 1984

Após lançar “The Works”, em 1984, os Queen tiveram no ano seguinte a sua redenção. Convidados a participar do Rock in Rio, verdadeira cidade do Rock construída no Rio de Janeiro, os Queen roubaram a cena dos espetáculos, tanto pelas excentricidades de seus integrantes quanto pela beleza de suas apresentações ao vivo, realizados para mais de 150 mil pessoas com a tranquilidade de um espetáculo caseiro.

Em 13 de Julho de 1985, os Queen mostraram a todo o mundo sua condição de Estrela do Rock, ao atrair todas as atenções para o show beneficiente Live Aid, em prol das vítimas da AIDS na África.

Em 1986 os Queen começaram uma turnê de despedida, cujo último espetáculo foi no Estádio de Wembley em Londres. Freddie provocou a platéia de 89 mil pessoas dizendo que havia boatos que a banda estava acabando, mas depois disse que aquilo era mentira, e que os Queen ficariam junto até “todos nós morrermos, tenho certeza disso!”, para a felicidade da multidão. Especula-se que Freddie tenha contraído AIDS naquele ano.

Neste mesmo ano a banda lançou o disco “A Kind of Magic”, contendo a trilha sonora do filme “Highlander”. Este disco trouxe os Queen de volta as paradas de sucesso, com canções bem melhor produzidas como “Who Wants To Live Forever”, “Friends Will be Friends” e “A Kind of Magic”.

Em 9 de Agosto de 1986 os Queen se apresentaram pela última vez ao público. Eles não conseguiram o Wembley novamente pois o estádio já estava reservado, então disseram ao empresário Roy Thomas Baker para arrumar qualquer outro lugar. Ele conseguiu agendar um show no Knebworth Park, que teve todos os ingressos vendidos em duas horas; mais de 140 mil fãs se espremeram no parque para vislumbrar o Queen ao vivo pela última vez.

Após este show de despedida, os Queen ainda lançariam, em 1989, o disco “The Miracle”, que ficou conhecido pela complexidade de sua capa, então um desafio para os níveis de computação gráfica da época.

Anos 1990

Em 1991 começaram a surgir rumores de que Freddie Mercury estava com AIDS. O cantor negou, mas sabendo da verdade (assim como seus companheiros de banda), ele decidiu gravar um álbum livre de conflitos e diferenças. Este álbum foi Innuendo. Embora sua saúde começasse a se deteriorar, Mercury esforçou-se para finalizar suas contribuições. Destacam-se as canções “The Show Must Go On” e “These Are The Days Of Our Lives”.

Em 23 de Novembro de 1991, em uma declaração gravada em seu leito de morte, Freddie Mercury finalmente divulgou que tinha AIDS. Doze horas depois do anúncio, Mercury morreu vítima de uma broncopneumonia aos 45 anos de idade. Seu funeral foi privado, feito de acordo com os princípios religiosos zoroástricos de sua família.

Ouça este Barulho:

Innuendo

Discografia

1973 Queen
1974 Queen II
1974 Sheer Heart Attack
1975 A Night at the Opera
1976 A Day at the Races
1977 News of the World
1978 Jazz
1979 Live Killers
1980 The Game
1980 Flash Gordon
1982 Hot Space
1984 The Works
1986 A Kind of Magic
1989 The Miracle
1991 Innuendo
1992 Live At Wembley ‘86
1994 Made In Heaven

Technorati Tags: Queen, Rock, Freddie Mercury, AIDS

Não tenha medo, seja Bravus e compartilhe: Esses links facilitam a inclusão deste artigo nas redes sociais. Compartilhe.
  • del.icio.us
  • Rec6
  • dihitt
  • linkk
  • linkto
  • ueba

Comentários

9 Comentários para “Queen”

  1. Fernando on Junho 14th, 2007 17:09

    Sem duvida,Queen foi a melhor banda de rock de todos os tempos, mesmo com as recaidas( quem é perfeito), eles se destacaram por mostrar um som que ninguem nunca tinha visto antes, e até hoje, ninguem faz igual !

    abraços

  2. Rosa Maria Pedro on Agosto 25th, 2007 18:16

    fico sempre emocionada ao ouvir as cançoes do Freddie Mercury.toos os dias eu tenho ke ouvir me á mta alegria y energia.mts saudades y um olá para ti a onde estiveres

  3. Rosa Maria Pedro on Agosto 25th, 2007 18:16

    fico sempre emocionada ao ouvir as cançoes do Freddie Mercury.toos os dias eu tenho ke ouvir me dá mta alegria y energia.mts saudades y um olá para ti a onde estiveres

  4. carlos eduardo ignacio on Setembro 2nd, 2007 11:32

    a melhor banda do seculo xx

  5. carlos eduardo ignacio on Setembro 2nd, 2007 11:35

    eu tenho innuendo e acho uma otima dispidida de freddie mercury

  6. Fabio on Outubro 21st, 2007 21:50

    Comprei o DVD Live At Wembley Stadium.
    Ja gostava do Queem, mas esse concerto foi uns dos melhores que eu ja vi.
    Caramba no vocal nao tinha para ninguem o cara brincava com a voz.
    E sem contar com o respeito e carisma com o pubrico.
    Bem diferente das bandas de Metal que so querem saber de quebrar tudo.

  7. anynha on Fevereiro 1st, 2008 21:16

    SOU APAIXONADA PELA BANDA, NAIS AINDA POR FREDDIE MERCURY,ELE FOI O MÁXIMO, Ñ IMPORTA SE ERA GAY OU NÃO, IMPORTA Q ELE MORA NO MEU CORAÇÃO.

  8. cássia reis on Fevereiro 13th, 2008 20:17

    amo a banda queen especialmente saudoso e querido freddie mercury que era demaiiiis. que Deus o nabençõe.

  9. cássia reis on Fevereiro 13th, 2008 20:18

    amo a banda queen especialmente saudoso e querido freddie mercury que era demaiiiis. que Deus o abençõe.

Tem algo a dizer?