Rage Against The Machine :: A fúria contra a máquina
31/05/2007 · Imprima este artigo

Desde sua estréia em 1992, o Rage Agaisnt The Machine fez muito barulho e abalou os alicerces do conservadorismo americano e conceitos da máquina capitalista, consolidando-se como uma das maiores e mais ferozes bandas dos anos 90.
Descendente de mexicanos, Zack era filho de uma doutora em Antropologia com um artista de um grupo político que fazia exposições com fotos e a história de agricultores mexicanos. Quando foi morar com sua mãe na cidade com maior número de brancos do Sul da Califórnia (Irvine), Zack viu seu povo humilhado, servido aos brancos em serviços pesados. Segundo Zack “Eu morava em Irvine, porém nunca me senti totalmente aceito como um desses garotos brancos e ricos de subúrbio. Eu nunca tive problemas econômicos como muitos dos meus irmãos e irmãs chicanos, mas eu sentia a tensão e a rejeição - e foi aí que eu comecei com o hip-hop”.
Ele se juntou à Tom Morello, um nova yorkino que tinha uma mãe membro-fundadora de um grupo chamado “Parents for Rock & Rap” (Pais pelo Rock & Rap), organização anti-censura e um pai soldado membro do “Exército de Guerrilha Mau Mau”, que libertou o Kenya do comando britânico. O resultado não poderia ser diferente. Uma das bandas mais engajadas que o mundo já viu.
Em 1992 o Rage Against the Machine fez apresentações por toda a Europa, abrindo os shows do Suicidal Tendencies. Terminada a temporada, lançou o seu primeiro álbum, denominado “Rage Against the Machine”, em 10 de Novembro de 1992. O disco vendeu mais de 3 milhões de cópias e inclui, entre outras sonzeiras, Bullet In The Head, Bombtrack, Freedom, Wake Up e a fodástica Killing In The Name, um claro protesto contra o militarismo norte-americano.
Devido às suas atitudes e letras, o Rage Against The Machine foi censurado e proibido de realizar shows em diversos estados norte-americanos - gerando um marketing que foi benéfico para a banda, motivando a continuar na luta contra a censura e outros temas. Em 1993, realizaram espectáculos em beneficiência da Anti-Nazi League e da Rock for Choice.
No Lollapalooza III, o Rage Against The Machine subiu mas não tocou. Fizeram apenas um protesto anti-censura contra a PMRC (Parents Music Resource Center), no qual cada membro da banda ficou de pé, nu, durante cerca de 15 minutos, cada um com uma fita preta na boca e com as letras P (Tim), M (Zack), R (Brad), e C (Tom) escritas no peito. Eles alegaram que “se não agissem contra a censura, não teremos direito a ver mais bandas como os Rage!”
Em abril de 1996, foi lançado o esperado segundo disco - Evil Empire - que entrou diretamente para o primeiro lugar do Top 200 da Billboard. O álbum crítica , entre outros, o governo de Ronald Reagan e a relação entre os EUA e a URSS. Inclui faixas como Bulls On Parade, People of the Sun, Vietnow, Revolver, Roll Right e Tire Me (que ganhou o prémio de melhor performance de metal no Grammy Awards). Em Julho do mesmo ano a banda começou uma turnê pelos EUA que durou até Outubro.
No início de 1998 a banda gravou No Shelter, parte da trilha sonora do filme Godzilla. Paralelamente, a banda ensaiava para o album The Battle of Los Angeles. Em Setembro, a parte instrumental para as 14 músicas já estava pronta, embora as letras estivessem incompletas. Em Janeiro de 1999 a banda organizou um concerto em beneficiência de Mumia Abu-Jamal, que apesar de alguns imprevistos, atraiu muita atenção. O mesmo concerto incluiu ainda as apresentações do Black Star, Bad Religion e Beastie Boys.
Em Genebra, Suíça, 12 de Abril do mesmo ano, Zack de la Rocha manifestou-se contra as Nações Unidas referindo Mumia Abu-Jamal e a pena de morte nos EUA. O Rage Against The Machine tocou depois no Tibetan Freedom Concert e no Woodstock 99, onde queimaram a bandeira americana no palco enquanto tocavam Killing In The Name.
Depois de muitas lutas e polêmicas, os membros da banda resolveram seguir caminhos diferentes, Zack de la Rocha dedicou-se à uma carreira solo voltada ao hip-hop enquanto seus antigos companheiros Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk se uniram à Chris Cornell (ex-Soungarden) para montar o Audioslave.
Passado os anos, o RATM se reuniu para algumas apresentações em 2007. A próxima está marcada para 29 de abril no festival californiano Coachella.
Apesar disso, curiosamente, a banda nega ter voltado efetivamente.
Dorme com esse Barulho
Discografia
1992 - Rage Against the Machine
1996 - Evil Empire
1999 - The Battle of Los Angeles
2000 - Renegades
Technorati Tags: Rage Against The Machine, RATM, Lollapalooza, Zack de la Rocha












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VIVA O RATM!!! A MELHOR BANDA DO MUNDO
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