Salonpas Cup: A Missão ou A morte de Pedro de Lara

13/09/2007 · Imprima este artigo

Semana corrida, principalmente hoje. Por isso o Bravus ficou sem post.

Não se trata de uma desculpa ou algo assim, faço parte da equipe de organização do Salonpas Cup - Torneio Internacionao de Vôlei Feminino - que começa neste sabado, 15 de setembro.

Foi uma semana longa, preparando o site e recebendo as equipes, acabei de buscar a equipe espanhola em Cumbica e deixa-la no hotel.  Também busquei a equipe Chilena e polonesa. As meninas polonesas, que em sua maioria estão no Brasil pela primeira vez, parecem espantadas ao ver que existem prédios, carros e ruas em São Paulo, conversando com a Fernanda,  brasileira que joga na equipe polonesa, tive a confirmação sobre a idéia que faziam do Brasil.

Vou ficar 10 dias no Salonpas Cup, hospedado no mesmo hotel das equipes, e pretendo escrever, na medida do possível, sobre a experiência da participação do torneio em seus bastidores por um aspécto antropológico, cultural e científico - se isso for possível. Este é o terceiro Salonpas Cup que participo e já vi muitas coisas acontecendo. Em 2005, por exemplo, levei as jogadoras cubanas para um passeio no centro da Cidade. Elas queriam fazer compras e conhecer um pouco o território. Se divertiram muito comendo bobagens, riram dos artistas de rua da Barão de Itapetininga e tiveram, inclusive, a experiência de serem assaltadas na 25 de março.

Em outra ocasião,  fugimos escondidos com as jogadoras (escondidos do técnico ditador) para uma balada noturna. Esse tipo de assunto passa longe da mídia.

Hoje o dia foi cansativo, pegamos as espanholas no aeroporto e elas conheceram o monstruoso trânsito paulista. No percurso do aeroporto para o hotel, soubemos da morte de Pedro de Lara e uma tristesa aguda se abateu em meu peito.

Pedro é um ícone, só um tolo alienado é capaz de não reconhecer sua genialidade.

Um anti-herói debochado que ridicularizava a hipocrisia midiática, um personagem que confundia-se com o criador e intimou, incomodou e cumpriu seu papel.

Foi inspiração, junto com Sidney Magal, para o conceito “marquiniano” presente na primeira fase do Bravu.

Um brinde, com copo de leite, à sua obra.

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