Secos & Molhados

6/12/2007 · Imprima este artigo

Não gosto do termo rock brasileiro. Pra mim Rock é Rock e ponto. Assim é Secos & Molhados, o maior fenômeno do rock setentista que as terras tupiniquins já produziram.

Talvez você não se lembre, mas a banda causou um impacto atômico e não foi à toa. A formação clássica com Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad causou calafrios nos grupos conservadores da época e explodiu no grande público com alucinantes manifestações artísticas e poéticas da banda, levantando polêmicas que iam para o campo do “além música” como tabus sobre comportamento sexual.

Secos & Molhados foi uma idéia do compositor João Ricardo em 1971 que uniu folclore, rock progressivo, flamenco, hard rock, psicodelia, MPB e poesias de Cassiano Ricardo, João Apolinário, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa. A banda passou por inúmeras formações desde que surgiu, mas foi no período 71/74 que o Secos & Molhados entrou para a história.

Até hoje é impossível permanecer estático quando somos expostos ao baixo alucinado de “Amor” ou às energias zeppelianas na bateria de “Flores Astrais”. Secos & Molhados foi um marco na história do rock brasileiro (ops). Ícone que nos anos 70, a banda fez frente a bandas como Queen e Led Zeppelin e não fez feio.

As faixas que você vai ouvir agora foram extraídas dos álbuns Secos e Molhados (1973) e Secos & Molhados II (1974), considerados obras primas nacionais. O primeiro album foi pela Rolling Stone brasileira (antiga) o quinto melhor disco brasileiro.

Os álbuns contam com Ney Matogrosso no vocal; João Ricardo nos violões de 6 e 12 cordas, harmônica de boca e vocal; Gerson Conrad nos violões de 6 e 12 cordas e vocal; Marcelo Frias na bateria e percussão; Sérgio Rosadas na flauta transversal e flauta de bambu; John Flavin na guitarra e violão de 12 cordas; Zé Rodrix no piano, ocarina e sintetizador; Willi Verdaguer no baixo; Emilio Carrera no piano; Triana Romero nas castanholas; Norival na bateria, timbales e percussão e Jorge Omar nos violões e viola.

1- Amor (1973) Composta por João Ricardo em parceria com João Apolinário. Possui um dos baixos mais poderosos dos anos 70 e vocais divididos por Ney e João.

2 - Flores Astrais (1974) Uma das maiores viagens da banda. O refrão “um verme passeia na Lua cheia” gruda e encanta. A bateria pede uma atenção especial. Foi composta por João Ricardo e João Apolínário.

3 - Fala (1973) Composta por João Ricardo e Luli (que apresentou Ney Matogrosso a João Ricardo). É uma música hipnótica.

Technorati Tags: Secos e Molhados, Ney Matogrosso, Rock, Arte, João Ricardo

 
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Comentários

5 Comentários para “Secos & Molhados”

  1. Rodrigo via Rec6 on Dezembro 6th, 2007 11:05

    Secos & Molhados…

    Não gosto do termo rock brasileiro. Pra mim Rock é Rock e ponto. Assim é Secos & Molhados, o maior fenômeno do rock setentista que as terras tupiniquins já produziram….

  2. W Brown - Kentinhas on Dezembro 6th, 2007 14:39

    O 1º disco é mesmo um primor, mas o 2º explica porque ele foi o último.
    O 2º foi um fiasco tão grande que até hoje tem gente que pensa que eles lançaram só um disco na carreira.

  3. Denis on Dezembro 7th, 2007 10:58

    Na verdade a banda teve inúmeras formações e lançou, oficialmente, 5 discos:

    Secos & Molhados 1973
    Secos & Molhados (II) 1974
    Secos & Molhados (III) 1978
    Secos & Molhados (IV) 1980
    A Volta do Gato Preto 1988

    Mas realmente, com o passar dos anos, apenas o primeiro album ficou no inconsciente coletivo.

  4. Salvador Camino on Dezembro 7th, 2007 11:41

    Rola uma história nos bastidores falando que o KISS foi 100% inspirado no Secos e Melhodos…

  5. Paulo on Dezembro 11th, 2007 23:19

    Esse álbum realmente é demais… mas como banda, prefiro Os Mutantes…

Tem algo a dizer?