Senta a Pua!
4/06/2008 · Imprima este artigo
Um tema em específico costuma me sensibilizar muito: A Guerra.
Sou muito interessado na segunda guerra mundial em específico. Existe neste tema que aguça a curiosidade e desperta um sentimento que não sei muito bem identificar. Não se trata de nenhuma fascinação por armas ou explosões, tecnologia ou mesmo políticas dos conflitos, mas sim pelas pessoas: vítimas, soldados, civis, crianças, prisioneiros, famílias.
Causa-me horror pensar na vida dessas pessoas, vira e meche vemos um novo filme de guerra retratando algum aspecto inesperado da guerra, alguns explorando a desvalorização da vida humana, outros expressando os dramas vividos por quem não tinha nada a ver com a guerra, mas sofria as conseqüências de decisões tomadas por pessoas que nunca sequer viram na vida.
Causa-me horror ódio pensar que, num mundo tido como evoluído, grandes e ricas potências ainda resolvam seus problemas na bala, pólvora e sangue.
Causa-me repugna saber que este gene da guerra está escrito aqui dentro de mim, de você e de todo cidadão que caminha por aí. Adormecido a maior parte do tempo na maioria de nós, mas facilmente ativado quando nos encontramos em situações que ferem nosso podre ego.
Causa-me vergonha e tristeza ver que aqueles que cultivam a humanidade dentro de si são acusados de possuírem “sangue de barata” quando arcam com a honrosa dor de sufocar o sentimento brutal dentro de si, dando valor ao indivíduo e dizendo NÃO ao conflito mesmo, muitas vezes, saindo lesado.
Grande introdução para o tema do texto: Cinema. Ontem, assistindo um programa de TV, me deparei com esse belíssimo documentário que me fez derramar copiosas lágrimas do inicio ao fim.
Senta Pua – uma espécie de Band of Brother brasileiro, dirigido por Erik de Castro, promissor cineasta que está na preparação do longa FEDERAL, que promete se tornar o novo Tropa de Elite do cinema nacional.
Senta Pua é doloroso e orgulhoso. Um documentário com depoimentos de ex-combatentes do 1º Grupo de Aviação de caça e sua campanha na Itália durante a segunda guerra mundial. A guerra pela perspectiva do povo brasileiro, voluntários que foram e entraram em combate.
Mas não se engane, nem tudo foi carnaval. Citando um dos entrevistados, Havia o medo de morrer, mas este se dissipava. “O que nos acompanhava constantemente era o medo de matar” Traduzindo a mais perfeita síntese de um povo que não deveria nunca guerrear.
Mais : http://www.sentapua.com.br












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