Soneto 138 (Shakespeare) por Dave Mckean
14/01/2008 · Imprima este artigo
Hoje deixarei de lado os pequenos sonhos falidos para subir no ombro de gigantes com o intuito de enxergar mais longe.
Deixo de lado o meu músico sem disco, o meu escritor sem livro. Deixo de lado a minha estrela sem palco para observar, sem pronunciar sequer uma palavra. Observar para entender como os deuses se movem.
É tempo de calar e contemplar:
138
Quando jura ser feita de verdades,
Em minha amada creio, e sei que mente,
E passo assim por moço inexperiente,
Não versado em mundanas falsidades.
Mas crendo em vão que ela me crê mais jovem Pois sabe bem que o tempo meu já míngua, Simplesmente acredito em falsa língua:
E a patente verdade os dois removem.
Por que razão infiel não se diz ela?
Por que razão também escondo a idade?
Oh, lei do amor fingir sinceridade
E amante idoso os anos não revela.
Por isso eu minto, e ela em falso jura,
E sentimos lisonja na impostura.
Acima, você testemunhou a arte de Dave Mckean sobre o soneto 138 de Shakespeare. Creio que não preciso dizer mais nada.
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