Tecido Subterrâneo - Velvet Underground
11/12/2006 · Imprima este artigo

O Velvet Underground foi uma banda estranha e revolucionária desde seu início, em 1965, quando Lou Reed (guitarra e voz), John Cale (baixo, piano e violino), Strelin Morrison (guitarra) e Maurren Tucker (bateria) deram início à sua saga experimental que culminaram em albuns geniais estranhos, aclamados por alguns e repugnados dos por outros.
Considerada, ao lado de bandas como “MC5″, “The Who”, “Stooges” e “Trashman”, uma das precursoras do Punk, o VU foi uma dos primeiros grupos a misturar o rock com a arte. Antes de Mo Tucker entrar na banda, eles tocavam com o baterista Angus MacLise, que era um artista plástico e fazia trabalhos cinematográficos no meio underground. Um ano depois do lançamento do primeiro album, o cineasta Michelangelo Antonioni tentou levar a banda para a Inglaterra, mas a viagem não rolou.
Uma noite, Andy Warhol, mestre da pop art (que recentemente ganhou um post aqui no Bravus.Net), foi assistir a um show da banda. Nesta apresentação, o VU foi expulso do palco e despedido pelo empresário, tudo porque eles tocaram a música “Black Angel’s Death Song”, uma canção estranha cheia de barulho e ruídose com uma letra declamada. O empresário subiu no palco e ordenou que eles nunca mais tocassem aquela música. A banda repetiu a canção imediatamente e Andy Wharol gostou da atitude, convidando-os a trabalhar em seu estúdio de arte, a concorrida Factory.
O nome da banda foi tirado de uma revista pornô-sadomasoquista vendida em casas especializadas. As letras de Lou Reed narravam da ingenuidade e sinceridade das pessoas, crueldade da vida nas ruas, desemprego e paranóia, até temas mais pesados como drogas e sadomasoquismo. Um exemplo é “Stephanie Says”: “… Stephanie diz que quer saber porque ela deu metade de sua vida para pessoas que ela odeia agora…”.
Entre 1967, Wharol decidiu colocar a modelo Nico para cantar no VU. Os músicos brincavam dizendo que ela era um iceberg cantando e que a banda era a única que tinha uma estátua em sua formação. Nico só cantava duas músicas nos shows e ficava em pé, bela e imóvel, no restante da apresentação.












A música Venus in Furs é uma das músicas mais doidas que já ouvi!
O VU foi uma das bandas com mais personalidade da história do rock… “wath goes on” e “waiting for my man” tem suas sonoridades chupinhadas por bandas como strokes e white stripes… heroin é viagem pura, classica e atormentada. Uma banda de respeito.
Só uma pequena observação: o nome do artista é Andy Warhol.
Não lembro se já lhes parabenizei pelo blog. Fica aqui, de todo modo, minha congratulação. Muito bem feito!
O VU é mesmo fantástico. E a Nico, sublime. Sua frieza é sua delícia e os seus discos da carreira solo são tão preciosos quanto os do Velvet — embora I’ll be your mirror seja incomparável.
Abraços
Valeu pela dica, Leonardo! Já corrigi!
Muito bacana seu blog! Já está nos meus favoritos!
Abraço!
O Velvet Underground inspirou o suposto rock alternativo, por isso, sou fan de carteirinha, porque Lou Reed e sua turma criaram sons da qual os anos 60 nunca tinha ouvido antes. Cru, puro e pesado.
Viva o Velvet, sem eles o que seria do mundo musical e suas obras!!!
Legal seu blog, continue divulgando esses comentarios, as pessoas carecem disso.
Valeu !!!
Paulo
adorei a materia achei super legal vlw um abraço fui!!!