The Clash

31/05/2007 · Imprima este artigo



O Clash foi formado em Londres em 1976 durante a primeira leva do punk britânico. Originalmente a banda contava com Joe Strummer, Mick Jones, Paul Simonon, Keith Levene e Terry Chimes. Strummer fazia parte dos The 101ers e Jones e Simonon da lendária banda de proto-punk London SS. Por influência do empresário Bernie Rhodes, Levene e Simonon recrutaram Strummer. Estava formado o Clash. Mas depois dos 5 primeiros shows, Keith Levene abandonou o grupo e depois do lançamento do primeiro álbum, Chimes foi substituído pelo baterista Topper Headon.

A banda logo ficou conhecida por sua visão extremamente esquerdista e pelas roupas que eles pintavam com slogans revolucionários. O Clash lançou seu primeiro compacto (”White Riot”) e seu primeiro álbum (The Clash) em 1977, alcançando sucesso considerável no Reino Unido. Apesar disso a CBS se recusou a lançá-los nos Estados Unidos, só o fazendo dois anos depois.

The Clash foi um álbum de punk rock britânico seminal. A maioria das músicas eram porradas de 2-3 minutos, mas as composições e melodias superiores destacaram Strummer e Jones entre a maioria de seus contemporâneos. Incluiria também o primeiro flerte da banda com outros rítmos,principalmente o reggae em “Police and Thieves”.

O álbum seguinte, Give ‘Em Enough Rope, foi o primeiro a apresentar Topper Headon em todas as faixas. Rope foi lançado em 1978, alcançando a segunda colocação na parada de sucessos britânica mas fracassando em sua tentativa de penetrar no maior mercado mundial de música, os Estados Unidos.

Na área da política, o Clash se solidariezava com diversos movimentos de libertação da época. Sua visão política era expressada explicitamente em seus versos, como em “White Riot”, que encorajava jovens brancos a entrarem para organizações libertárias de negros.

Em 1979, a banda organizou uma turnê norte-americana para divulgar o album Give ‘Em Enough Rope. Mas o sucesso de crítica e vendas em solo americano só chegou com London Calling, um álbum duplo lançado em 1979 (pelo preço de um simples, por exigência da banda). Além do punk, apresentava uma gama variada de estilos, incluindo o rockabilly e reggae.

Depois veio Sandinista!, álbum triplo pelo preço de um duplo lançado no final de 1980. A banda continuou seus experimentos com o reggae e o dub, se expandindo em direção a outras técnicas de produção e estilos musicais, que incluíam jazz e hip-hop. O resultado confundiu os novos fãs e as vendas caíram, embora tenham se saído melhor nos E.U.A. Depois do lançamento de Sandinista!, o Clash entrou em sua primeira turnê mundial, visitando países da Ásia e da Oceania.

Em 1982, a banda voltou à ativa com seu maior sucesso comercial: Combat Rock, apresentando os sucessos “Rock The Casbah” e “Should I Stay Or Should I Go?”.

Os sintomas do fim aparentemente passaram despercebidos com o sucesso de Combat Rock. Mas depois deste álbum, o Clash começou lentamente a se desintegrar. Topper Headon foi demitido devido à problemas com drogas, e o baterista original da banda foi chamado de volta para a turnê seguinte. Depois da turnê, ele saiu do Clash, convencido de que o grupo não duraria muito tempo com todas as brigas e desentendimentos.

Em 1983, depois de uma longa busca por um novo baterista, Pete Howard foi recrutado e tocou com a formação original em alguns shows nos Estados Unidos.

Em setembro de 1983, Strummer e Simonon expulsaram Jones da banda, citando seu comportamento problemático e divergências musicais. Depois de uma série de testes, a banda contratou Nick Shepperd e Vince White, ambos com 23 anos, como seus novos guitarristas. Eles voltaram a se apresentar em janeiro de 1984, e no final do mesmo ano anunciaram que um novo disco estava a caminho.

As sessões de gravação deste novo álbum foram decepcionantes, com o empresário Bernie Rhodes recusando Howard em favor de uma bateria eletrônica, alterando drasticamente os arranjos das músicas e baseando o som da banda em sintetizadores.

Desiludidos com o álbum, Strummer levou o Clash para viajar pela Inglaterra e Escócia, tocando de graça em esquinas e bares. O grupo apresentou seus últimos shows em 1985. Enquanto isso, Cut The Crap era lançado, sendo bombardeado pelas críticas.

Ouça este Barulho

Rock The Casbah

Discografia

The Clash (1977)
Give ‘Em Enough Rope (1978)
London Calling (1979)
Black Market Clash (1980) (compilação de lados-B)
Sandinista! (1980)
Combat Rock (1982)
Cut the Crap (1985)

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Comentários

Um Comentário para “The Clash”

  1. xuna on Março 2nd, 2008 14:59

    quero saber quantos membros tinha a banda

Tem algo a dizer?