The Doors volta a São Paulo
Quatro anos depois de sua primeira visita ao Brasil, os Doors voltam a São Paulo para mais um show trazendo de volta a nostalgia selvagem dos anos 60 e dividindo os fãs.
Ray Manzarek e Robbie Krieger voltam a São Paulo, desta vez ao Tom Brasil, para mais apresentação que acende a fogueira das discussões: Doors sem Jim Morrison ainda é Doors?
É difícil engolir um outro vocalista. Na primeira vinda, Ian Astbury (The Cult) assumiu não só os vocais, mas encarnou uma personalidade e um visual morrisiano, coisa que não agradou a muitos. Quem encara a missão agora é Bret Scollin (Fuel), um praticamente desconhecido no Brasil (o que pode ser uma vantagem para ele).
Para muitos (me incluo nessa) The Doors é quase uma religião em que Jim Morrison era o messias. Encarar a banda sem Jim e sem John Densmore é como assumir um Cristianismo em que Jesus foi substituido pelo Papa e a Virgem Maria pelo Edir Macedo. Você pode até encarar porque os apóstolos João e Paulo estão lá, mas não é a mesma coisa.
Mesmo assim, defendo a idéia de ver o show. Fui no primeiro e talvez vá neste porque existe uma essência que Ray Manzarek consegue trazer substancialmente para o show. Presenciar Robby dedilhar sua Gibson SG não tem preço, mesmo que eles viessem em um show solo seria demais, porém há algo de mágico em testemunhar o momento em que eles executam os maiores sucessos da banda.
Não vou entrar no crédito mais do que debatido dos processos judiciais que a família Morrison e o baterista John Densmore lançaram sobre Ray e Robby, isso não vem ao caso, o que importa é a música.
E sob este aspécto, vale a pena ver o show dos velhinhos e ser 50% cristão. O show acontece no dia 10 de abril, às 21h30 no Tom Brasil HSBC Brasil, clique aqui e confira os valores.
Abaixo uma pequena amostra do que a banda faz hoje em um show do México. Manzarek delira marijuanas, George Bush, bongos e tequilas enquanto Bret investe doses cavalares de humildade (não poderia ser diferente) e levanta uma bandeira com o rosto de Jim Morrison. Nem todo o carisma do mundo poderia dobrar os fãs mais xiitas.
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