Tom Waits é o Diabo
21/05/2008 · Imprima este artigo
Faz tempo que espero uma oportunidade de falar sobre Tom Waits – o homem que representa tudo o que a mídia não é, não procura e não pretende ser, mas inexplicavelmente da certo.
Agora, Tom Waits interpretará o Diabo no filme “The Imaginarium Of Doctor Parnassus”, atuando ao lado de Johnny Depp, Jude Law e Christopher Plummer dirigido por Terry Gilliam, ex-integrante do grupo Monthy Python. O filme foi também o último trabalho do ator australiano Heath Ledger, morto em janeiro de 2008.
Sobre o convite, Tom disparou: “Eu sou o Demônio em ‘The Imaginarium Of Doctor Parnassus’. Não um simples demônio, mas o próprio Diabo. Não sei por que Gilliam pensou em mim. Eu fui criado na igreja“.
Sobre Tom Waits, ele não é um jovem americano de rosto porcelanado cantando doces baladinhas de amor com voz de veludo. Tom Waits é a antítese.
Tom possui a voz embriagada, trajetos inadequados, postura indecente. Tom representa o genro que a sogra deseja ver longe. Inadequado e indisciplinado: Tom é o eterno junky.
Mas o melhor é que Tom Waits não se importa. É um artista e sua sensibilidade poética está acima da estética do mundo. Tom é sua própria estética, desde os tempos em que tocava com Frank Zappa.
Tom se sobressai na música que compõe e nos papéis que faz no cinema, quem não se lembra de Bram Stoker’s Dracula? Tom não seguiu uma fórmula do sucesso, mas traçou um caminho próprio, que causa estranheza por ser tão inusitado. Tom é Bravus.











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