Waly Salomão, o poeta baiano libertário, em Doc
18/11/2008 · Imprima este artigo
“Pan-Cinema Permanente” revela algumas das muitas faces do poeta e compositor baiano Waly Salomão, morto em 2003. O filme estréia em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Carlos Nader é uma das minhas grandes influências como escriba e pensador (ou na minha tentativa), quem acompanha sua coluna na Revista Trip sabe que a mesma influência que ele exerce sobre mim, é exercida sobre ele através do mítico poeta baiano Waly Salomão.
Nader foi o grande vencedor do Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade” deste ano com o documentário “Pan-Cinema Permanente”, sobre Salomão.
Waly era filho de um sírio com uma baiana, estudou Direito mas a paixão pela poesia falou mais alto e desde “Me Segura que eu Vou Dar um Troço” (1971), não parou mais na carreira literária. Teve envolvimento com os Tropicalistas, atuou politicamente com Gilberto Gil e escreveu canções eternas como Vapor Barato, Talismã e Mal Secreto.
“Pan-Cinema Permanente” coleciona manifestações expontâneas e imagens inéditas, que registram conversas com Salomão em viagens, fruto da amizade entre Nader e Waly, que o filmou cerca de 15 anos.
Também estão no documentário alguns amigos do poeta como Caetano Veloso, Antônio Cícero, Gilberto Gil e seus filhos, Omar e Khalid Salomão.
O documentário também nos brinda com situações inteligentíssimas e engraçadas como a vez em que Salomão participou de um programa na TV síria e confunde o seu entrevistador, que procura manter as regras do jogo.
Indicado para quem quer ser simplesmente um livre pensante e deseja entretenimento não óbvio. Salomão e Nader são Bravus.
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