Zatoichi de Takeshi Kitano
23/07/2007 · Imprima este artigo
Takeshi Kitano é um mestre. Em Zatoichi, seu 11º filme, mostra ao mundo o quão louco e genial pode ser. Uma mistura de drama com um humor nonsense, musical da Broadway e desenho japonês ambientado em um Japão feudal. Passado e presente se misturam e convivem em uma harmonia única.
Conheci Kitano em Brother, um filme sobre a Yakuza que só ele poderia fazer. Seu modo transgressor nos remete a geração beat. Ele rompe os padrões com exagero e é inspiração óbvia para Tarantino.
Zatoichi é um velhinho cego e massagista, aparentemente inofensivo, que viaja pelo Japão. Mas por trás dessa frágil criatura há um samurai ágil que aniquila seus inimigos com golpes certeiros de sua katana. Ao chegar em uma cidadezinha aterrorizada por um clã de bandidos sua história se mistura a de uma gentil senhora, seu sobrinho e duas gueixas. Aí é que o pau come.
É um filme imperdível, surpreendente e extravagante. É a comprovação de que bons filmes podem ser feitos sem a receita blockbuster Hollywodiana e que a magia do cinema que nos apaixona não morreu com grandes diretores do passado.
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Zatoichi
Brother - A Máfia Japonesa “Yakusa” em Los Angeles
Herói
Clã das Adagas Voadoras
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vc não entende nada de filmes…ou escreve para fazer média com gente que só olha os mais locados.Olhar filmes do Takeshi kitano somente olhando para o lado da ação é muita pobreza de espirito.
Obrigado pelo comentário, Vagabonds!
Na realidade eu não vi o lado violento de Zatoichi e sim o lado beat de Takeshi Kitano.
A idéia é demonstrar como este magnífico diretor japonês pode ter tantas vertentes e fazer algo tão revolucionário, e até psicodélico eu diria, em uma história que permeia a cultura popular japonesa.
Não entendo o que você quer dizer quando afirma “somente olhando para o lado da ação é muita pobreza de espirito.”.
Abraço!